Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

{Cotovia} e Companhia

28
Nov22

Quem sou? Sou poeta?


Cotovia@mafalda.carmona

Poemas e Ideias para escrever

  • Isso mesmo, para além da tal "Mala Esquecida" (ou pasta, daquelas antigas, das que se levavam para a primária) para onde atiro os rascunhos de poesias e textos antes de os esquecer... ou para não os esquecer, dualidade do Ego, com toda a certeza... tenho um sítio, virtual, onde escrevo as notas de todas as coisas sobre as quais quero pensar, refletir e escrever, uma espécie de diário virtual. Adequadamente, está nas notas do telemóvel, numa pasta (desta feita, virtual) com o nome de "Ideias para escrever", deveras original...

É assim que surgem ou "germinam" os posts, ou "monólogos", e, recentemente tenho observado uma certa, discreta, efervescência na vossa participação Pessoas! Muito bem, perigamos de, talvez, num futuro, espero não virtual mas real, estes "monólogos" serem promovidos ao estatuto de "Diálogos"... ia ser tipo... surpreendente deixar de ser só a minha opinião que conta! (a minha e a do L.M.M, obviamente, mas nisso acho que estou em vantagem, ao contrário do excelentíssimo L.M.M. cuja opinião só conta nos finais das noites de domingo, posso opinar, ou achar -e podem rever aqui o conceito da Cotovia sobre achadores versus fundadores-, à vontade, mesmo sempre, mesmo de todas as vezes que quiser, e mais... raramente sou contrariada por vós, Pessoas! É tipo o céu dos achadores! Mas como sabem, estão sempre convidados a participar, ali em baixo nos comentários, de modo a que vossa voz, Pessoas, se oiça aqui, e não apenas a desta Cotovia, criatura penada...

Sempre que leio, oiço, vejo, observo, vivo qualquer coisa, considerada, por mim, claro, pertinente, corro a anotar porque caso contrário o certo é esquecê-la. Pensam vós Pessoas nesta altura, onde isto vai chegar com tantos lembretes que esta Cotovia tem anotados de temas para escrever?!

Ora é mais uma poesia, ou "Postal Poético", e no decorrer da leitura talvez concluam ser coisa diferente...

 

Sou Poeta?


Ou antes, sou poetisa? Não...
Escrevo versos, coisa diferente.
Inventei outras coisas
nos verdes campos da edificação.
Há arquitecta ou arquitecto sem peso?
Não! As criações como vão?
Nem sim, nem não,
triste envolvente, a da solidão.

Andei com os 2 pés,
no barco da educação.
Dedicada inventei fichas.
Muito aprendi então,
em relatórios de auto-avaliação.
Se fiz o bem?
Espero que sim, mas...
Dizê-lo não é para mim.

Se agora querem que permita,
que me ditem como vivo,
se ando, nado, ou voo,
se vou a pé, de carro, ou de barco...
Se querem que admita,
vendas nos olhos, coletes ao peito,
pesos nos pés, bico calado...
Não! Nasci em Liberdade.

Agora com entusiasmo,
nesta etérea descoberta,
voo com as palavras, leves,
livres, sem compromisso.
Sem prejudicar a natureza,
nem espécies, nem o planeta.
Escritas no verso de folha reciclada,
ou em matéria digital e virtual.

Empurrá-las por aí.
Irem onde lhes der gana,
surpresa de ver onde chegam.
Lê-as quem as quiser.
Se sei fazê-lo? Não creio...
Se me divirto? Sim!
Tal Benjamim, começo pelo fim...
Vivo, só agora, livre, enfim!

Nascemos poetas,

só é preciso lembrá-lo...

Saber é quase tudo.

Sentir é o Mundo.

 

 

2018 de Mafalda Carmona

28 Novembro 2022

(Ilustração e poema originais de 2018)

Sou poeta Poesia.jpg

 
21
Nov22

É Natal...tempo da pomba branca.


Cotovia@mafalda.carmona

Do nascimento de Jesus e do espírito do Natal.

 

  • Olá Pessoas! Começamos a estar cada vez mais próximos do Natal e das festas desta época, altura de renovação na fé da bondade e da entreajuda, também da esperança.

noitedenatalpresepiojpg2.jpg

Imagem: reprodução do de uma ilustração de Maria Keil> para a 1ª edição > de A Noite de Natal , de Sophia de Mello Breyner Andresen, em 1959. in Calendário Ilustrado 2008 >, da Associação para a Promoção Cultural da Criança ( APCC )

Neste tempo, e até ao dia de Reis, o espírito do Natal mora dentro de cada um de nós, e no caso desta Cotovia, é automaticamente associado aos canticos desta altura. Porque se há quem cante e dance com lobos, quem o faça com baleias, quem esteja esteja em andanças e trovas ao sol e a lua, e, porque cada um é livre de fazer da sua vida a dança com a banda sonora que entender, as cantigas desta Cotovia, nesta época, vão buscar à Beira Alta, por onde (m)anda a tradição materna, o canto pastoril d'Ó meu menino Jesus, que se canta na noite de Natal.

texto o vestido encarnado.JPG

Cantiga pastoril de Natal


Para as Pessoas da Companhia da Cotovia e Companhia não será uma novidade que esta criatura (segundo-autor) Cotovia, vá partilhando "nesta coisa onde escrevo" (como as Pessoas da família chamam ao blogue) exactamente essas, várias,  "coisas que escrevo".

Desde o comentário de um outro utilizador do espaço do Sapo,Zé Onofre, onde pude ler as Poesias que escreve, fiquei ainda mais convencida da necessidade de comunicarmos uns com os outros.

Só assim percebo, cada vez mais, que, mesmo se as vacas que conheço são como o gato malhado de Jorge Amado, isso não faz com que todas as vacas deste imenso Mundo, sejam malhadas. Ou seja, lá porque não conheço mais de 1% do conhecimento, isso não faz desaparecer, e ainda bem, os outros 99%! Nem desaparecem as Pessoas detentoras desse conhecimento, diferente do meu... ora, senão o comunicarem, serão livros perdidos da Biblioteca de Alexandria: não existem! 

Também percebi que estas Poesias estavam trancadas e relegadas ao esquecimento numa gaveta, e, senão fosse a despróposito de umas obras em casa, nunca o seu propósito chegaria até nós, como diz Zé Onofre nas suas Notas à margem:

Zé Onofre.JPG

"Zé Onofre" no Sapo

Assim, perdi eu também a vergonha (como a cegonha de Richard Zimler).

Richard Zimler.JPG

Richard Zimler no Facebook

Em grande afã (o afã é a caracteristica mais premente na Cotovia na presença das descobertas ou achamentos) procurei na cave a mala para onde atirei, ao longo dos anos, folhas de papel todas escrevinhadas, com esboços de poemas e textos.

rascunhos.jpg

Rascunhos de textos e poesias da minh'A Mala Esquecida, Mafalda Carmona em A.M.E. Poemas e Textos (PT)


"D'A Mala Esquecida" passaram de rascunho a coisa um pouco mais organizada e vou fazendo umas ilustrações com técnica de colagem digital, para as acompanhar nas publicações.

Como, relativamente ao calendário do advento, a preparação do Natal se inicia no sexto Domingo antes do Natal, podemos considerar que estamos, inequivocamente, na época natalicia!! E, penso que de todas as coisas que podemos escolher fazer, não apenas nesta época, mas especialmente nesta época, é partilhar, sejam os nossos sonhos, defeitos, falhas, receios, alegrias, impaciencias, missões, ideais, enfim, tudo o que somos, pois, ao fazê-lo somos mais do que só mais um, num Todo muito maior, somos, o Todo!

Até porque, na verdade, não precisamos do calendário do advento, nem das chamativas imagens comerciais para tudo e mais três pares de botas, em todos os canais de televisão e das superficies comerciais, nem das iluminações nas ruas, para podermos ter, e exercer, o espírito do Natal, seja nas mensagens, seja na partilha ou pela entreajuda.

E é isto Pessoas. Não deixo aqui a bota de natal, encarnada com pompons brancos de neve e atacadores de cordas de rebuçado, do Santa Claus, mas sim mais um poema:

 

O Vestido Encarnado

Jorge Amado rima com Gato Malhado,
Em Maestria sem comparação,
Com a escrita desta criatura penada...
Que, infeliz, rima com quase nada,
Senão com a desdita da Conceição:

Do meu galho vejo criança pequenina,
Os pés descalços e vestido encarnado,
Já muito encardido e esburacado.
Que pede à porta com voz de menina:
"Óh S'nhora, por favor, um rebuçado?"

À senhora foge-lhe a voz e o chão,
Pensa no frio, na chuva e na lama,
Perde a coragem para dizer: não!
Pensa para si, como vive esta alma,
Só, nesta desolada situação?

No centro do peito está uma cruz...
Pergunta a figura em aflição:
"Estás sozinha, como te chamas?"
"Óh S'nhora, o meu nome é Co'ceição,
E 'stou com José, Maria e Jesus."

Como é possível este Mundo,
Ser tão desumano, terrível e imundo?
Tão perdido, vão e enlouquecido.
Para quem a gerou perder o tino?
E a tomar por restos de anjo caído?

Quem encarnou nesta criança?
Será possível que alguém,
Senão daqui, alma do Além,
Cuide dela com respeito e afeição?
Sem desdém? Sem desconfiança?

30 anos passaram desde então.
Ainda hoje me lembro desta estória,
Quando os dedos de uma mão,
Fazem soar na madeira da porta,
O esgaravatar da minha memória.

Como o som de crianças a gritar,
Cães a uivar, árvores a desabar,
Ossos a estalar, tiros ao azar.
E também, triste, o som do coração,
Que chora no corpo da Conceição.

Poema e ilustração de Mafalda Carmona, in AME Poesia e Textos (PT)

Vestido Encarnado Poesia.jpg

 

17
Nov22

Ame Poemas, Ame a vida!


Cotovia@mafalda.carmona

Olá Pessoas!
 
  • Andei aqui a ver quais foram "as coisas que escrevo" na página irmã da Cotovia e Companhia no Facebook (aqui) com maior número de visualizações, e, surpresa, um dos meus poemas de 2013, parece, que vos agradou! Assim sendo, fui à minha mala dos guardados a que chamo "A Mala Esquecida", abreviando para AME, de poesia e textos (PT) avulsos que vou escrevendo conforme a inspiração.
 
Encontrei este:
 
 
A Mala Esquecida
 
Se agora viste tudo, ainda bem!
Meu Bem, só te faz muito bem...
Para teu governo vou-te dizer,
Que me enganaste como ninguém.
 
Por isso fica sabendo:
Vais para a mala do esquecimento,
Onde depois serás descartado,
Só porque agora não tenho tempo.
 
Se te arrependes porque acabou assim,
Temos pena pois pelo menos para mim,
Só resta deixares-te ir até ao fim.
Que eu fico por aqui... assim...
 
Sem ti... Tão bem!
 
 
Poema e Ilustração de Mafalda Carmona
in A Mala Esquecida Poemas e Textos 2022
A.M.E. Poesia e Textos PT!🐦

A Mala Esquecida AME Poesia.jpg

Poema e Ilustração de Mafalda Carmona, in A Mala Esquecida, Poemas e Textos, 17 Novembro 2022

 
08
Nov22

Conde Drácula...


Cotovia@mafalda.carmona

Morcegos, estatísticas do blogue e criatividade.

  • Nem sempre a evolução vai pelo caminho expectável, às vezes envereda por rumos surpreendentes, por isso, o gráfico de visualizações do blogue da Cotovia e Companhia tem mais semelhanças com o voo dos morcegos e dos estudos de Leonardo da Vinci, ou das imagens usadas nas obras góticas de Mary Shelley (1797-1851), precursora da ficção científica, e está longe da aerodinâmica do surfista prateado de Jack Kirby (1917-1994), senão quando as visualizações ficam no zero. 

1667927405941.jpg

A estatística apresenta uma linha fluorescente, e no caso, desenha aquilo que parece o voo de um morcego frenético num dia, ou antes numa noite, pois de dia estes mamíferos voadores espantosos e peculiares estão na sua paz, pendurados de cabeça para baixo, e pouco dados a movimentos, muito menos a algum que resultasse no frenesim da minha linha estatística. 

Do mesmo modo as ruas da baixa pombalina não têm, {contra a lógica do século XVIII}, centenas de carroças puxadas a cavalos, nem a problemática logística decorrente dessa atividade, mas sim veículos com potencia de muitas parelhas de cavalos invisíveis de eletrões, ainda em minoria mas a partir de 2025, parece, os únicos a poderem circular em virtude das problemáticas da (in)sustentabilidade do planeta no modelo atual.

As invenções sucedem-se, patenteiam-se, desenvolvem-se, até se compram, vendem e são cotadas na bolsa.

Por isso, nas coisas materiais há uma aparente ordem, e, embora complexa e até com certo romance e intriga, obedece a algumas normas, entre elas o registo da sua aparição no tempo.

Dou por mim a reflectir que, para as coisas pensadas e levadas à escrita, o processo é muito diverso.

A palavra escrita desde Gutenberg, é, literalmente, senão um mundo à parte, uma imensa floresta de muitas árvores, árvores com muitos ramos e folhas, das que se faz a pasta de papel, e depois os livros, e desde o século passado temos os zeros e uns, em carreiros de formigas, a subir por essas árvores, para escavarem nos troncos ninhos de palavras em formato digital, até a realidade e a imaterialidade se enxertarem numa nova espécie.

No presente, existe a exploração (palavra que quando usada para as explorações históricas do Ártico e da rota da seda, teria, certamente, outro significado), destas florestas, feitas por quem, sem plantar nem pensar reflorestar, chega e arranca tudo até às raízes, afirmando, de seguida: "-É meu". E mesmo todos sabendo que não, lá vão ficando os senhores exploradores com os lucros.

Noutra área com exploradores, a da botânica, ninguém se lembra de aparecer com uma margarida e anunciar ao mundo e à comunidade científica, "-É meu, e a partir de agora chama-se flor Mário Marmelo.", por exemplo, pois existe um certo pudor e sentido do ridículo perante o óbvio disparate.

No entanto, no mundo da escrita e da literatura muitos clamam suas, margaridas que não lhes pertencem.

Nessas coisas escritas, é recorrente um pensamento: "- Já li isto em qualquer lado." Tento perceber quem assina, para ver se o nome acende uma luzinha de correspondência, e, vejo a autoria ser assumida, num passado recente, sem a referenciar a quem de direito, muitas vezes séculos atrás, a pensou.

E penso eu: "-Isto de se tentar ser original tem muito que se lhe diga...". E mesmo com muitas reticências, tal como diziam os Rádio Macau, por vezes admito:

"um dia pensei pintar o céu de azul, mas azul já ele era, outro alguém teve ideia igual".

Agora por causa dos Rádio Macau, penso, temos o rádio, temos além da palavra escrita, a tradição oral, temos a palavra falada, as versões áudio das publicações.

Temos os podcasts, os filmes, documentários, o teatro e a música com as "canções" e letras, num mundo infinito de florestas de palavras, de natureza muito profícua. Temos, sempre, como base onde se alicerça tudo isto, os pensamentos, coisa invisível, e nem precisam de Gutenberg para existirem, nem para se materializarem nas obras escritas, de arte, de música, de dança, que por sua vez, geram emoções.

E surgem as questões:

Afinal quem são os autores? Seremos todos autores? Quem determina o que é, e o que não é original?

A imagem do "queijinho" do conhecimento humano aparece numa espécie de realidade virtual na minha cabeça: 1% o que sabemos; 2% o que sabemos que não sabemos; 97% o que nem sabemos que sabemos. Esta distribuição percentual mostra que andamos todos a repisar os 3% de conhecimento, mas mostra também que existe 97% de conhecimento por descobrir.

Portanto, afinal, a originalidade tem forte possibilidade de ocorrer, mais do que a falta dela.

Resisto à tentação de abrir duas dezenas de abas, ou mais, no pesquisador e vou buscar a enciclopédia. Espero encontrar respostas, e de forma resumida, sem muitos espinhos, pois o meu cérebro a esta altura já parece um Cristo, num verdadeiro calvário do conhecimento, atarraxado a uma coroa de santa ignorância.

Vamos lá: definição de 'autor'. Não, não encontro, passa de autópsia para avant-garde, e embora original, não é a definição que procuro.

Segunda tentativa, dicionário de narratologia, de Carlos Reis e Ana Cristina Lopes, 7ª edição da Almedina, cá está, índice de termos, autor, página 39-44! Tomo consciência da tarefa complexa, e terei de esmiuçar o texto para encontrar uma citação adequada, ou uma misturada de várias.

Assim, definição de autor, com Ó. Tacca 1973:

"a noção de autor pressupõe (...) um homem ( ou Pessoa, digo eu) estimulado pelo afã de criar e, sobretudo de ter criado.(...) A categoria de 'autor' é a do escritor que põe todo o seu ofício, todo o seu passado de informação literária e artística, todo o seu caudal de conhecimento e ideias (...) ao serviço do sentido unitário da obra que elabora."

Prossegue adiante com o conceito de 'autor implicado', além de conceito, é um excelente título para um policial:

"revela um 'segundo eu' (Booth, 1980) até o romance que não tem um narrador dramatizado cria a imagem implícita de um autor nos bastidores, seja ele director de cena, operador de marionetas ou Deus indiferente que lima, silenciosamente, as unhas", e neste ponto, antes de eu mesma ir à manicure, termino com (Lanser, 1981) "não só o 'conteúdo' da obra, mas também as suas estruturas formais [podem ser] entendidas como reflexo da opinião do autor".

Prossegue na Narratologia:

"O autor implicado corresponde assim a uma espécie de solução de compromisso, tentativa mitigada de recuperar para a cena da análise narrativa uma responsabilidade que não se confunda com a do autor propriamente dito". Para S. Chatman, 1981 (Pessoa com nome de homem gato) " o autor implicado "não é o narrador, mas antes o princípio que inventou o narrador, bem como todo o resto da narração."

Ou seja, concluindo e resumindo:

Definição de autor da Cotovia:

Pessoa criadora de obra original reflexo da sua opinião e vivência, expressa de forma direta ou velada, que admite um 'segundo eu' mas não um 'terceiro ele ou ela', vulgo plágio, destinada a formalizar-se numa obra narrativa única que é reflexo do seu passado, das ideias e informações literárias e artísticas referenciadas a si mesmo, pois é o criador do seu próprio universo e nele se recria num estilo próprio e inimitável. Como bónus, a Pessoa pode, ainda, limar as unhas descansada quando lhe apetecer.

@mafalda.carmona

Disse.

P.S.

Tal como a minha Pessoa Amiga, a mesma a sugerir os Monólogos, tirou o chapéu à excelência da arte e técnica do som, tiro também o chapéu a todos autores, neste caso com o chapéu de Alberto, o Caeiro, o heterónimo de Pessoa (1889-1935) o "guardador de rebanhos", que infelizmente deixa Pessoa em 1815:

1667934535051.jpg

"E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz,

E quer fingir que compreende.

Saúdo todos os que me lerem,

Tirando-lhes o chapéu largo

Quando me vêem à minha porta

Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.

Saúdo-os e desejo-lhes sol,

E chuva, quando chuva é precisa,

E que as suas casas tenham

Ao pé duma janela aberta

Uma cadeira predilecta

Onde se sentem, lendo os meus versos.

E ao lerem os meus versos pensem

Que sou qualquer coisa natural-

Por exemplo, a árvore antiga

À sombra da qual quando crianças

Se sentavam com um baque, cansados de brincar."

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pág. 1/2

Quem é esta Cotovia?

Sigam-me Noutros Vôos

{Instagram}

{Cotovia} Instagram Feed

{Facebook}

Ilustração Perfil @mafalda.carmona

Vôos de Outras Aves

Calendário

Novembro 2022

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Voar ao calhas

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
Blogs Portugal

{Cotovia} em Colectânea

Sinopse A Coletânea “ERA UMA VEZ…ALENTEJO” é uma obra que inclui poemas, fotografias, ou obras artísticas originais cujo tema e foco principal seja o Alentejo, e está abrangida no projeto europeu “Antologias Digitais”. Tendo a cidade de Évora sido recentemente nomeada Capital Europeia da Cultura 2027, faz todo o sentido homenagear não só a cidade como também toda a beleza circundante e riqueza cultural da região, e observar as maneiras como estas inspiram as pessoas de vários pontos do globo. Autor: Vários Formato: pdf Edição: 08.05.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado; Vítor Pisco Editora Recanto das LetrasBaixar e-book

{Cotovia} em Antologia

Sinopse Aquilo que temos vindo a testemunhar desde 20 de fevereiro de 2022, provoca em nós sentimentos complexos, melhor expressados através da arte. Esta antologia recolhe estes sentimentos, e distribui-os para quem neles se reconforta e revê. Para o povo ucraniano, fica a mensagem de acolhimento, não só em tempos de crise, mas sempre. Porque é difícil expressar a empatia por palavras, mas aqui fica uma tentativa, por 32 autores, nacionais e internacionais. Autor: Instituto Cultural de Évora Formato: pdf Edição: 14.08.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado Editora Recanto das Letras

{Apoio à Vítima}

A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais. É uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma qualificada e humanizada, vítimas de crimes através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h). Aquando de um crime, muitas pessoas, para além da vítima directa, serão afectadas directa ou indirectamente pelo crime, tais como familiares, amigos, colegas. A APAV existe para apoiar. Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.

{Notícias Sobre a Ucrânia}

A UE condena com a maior veemência a agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia. Trata-se de uma violação flagrante do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Apelamos à Rússia para que cesse imediata e incondicionalmente todas as hostilidades, retire o seu pessoal militar e equipamento de todo o território da Ucrânia, no pleno respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. A UE apoia os princípios e objetivos fundamentais da fórmula de paz da Ucrânia enquanto via legítima e credível rumo a uma paz global, justa e duradoura.
Em destaque no SAPO Blogs
pub