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{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

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{Cotovia} e Companhia

18
Mar23

Vil...


Cotovia@mafalda.carmona

Herança Maldita

  • Ou porque é importante na vida, termos um quê de Agatha Christie, de CSI, ou detetive privado, no que diz respeito a apurar a verdade, de modo permanente e integrado no nosso quotidiano. 

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Detive-me neste pensamento quando fui abalroada no meu voo "detetivesco", destinado a apurar a diferença entre ser uma Pessoa otimista ou uma Pessoa pessimista. O causador deste choque, (e não haverá seguradora que cubra danos destes causados por terceiros), é o Arthur, e apesar de ter um nome com inicial A, como os meus dois netos A's, talvez por ignorância do Sr. A, o Shopenhauer, isso não o impediu de me cilindrar ao ponto das penas ficarem todas descompostas.

O que tem este Sr. A. Shopenhauer para oferecer?

Pessimismo, para dar e vender.

E isto até depois de falecido, quando ficou sumamente conhecido, pois em vida, não atraiu, pois mais certamente repeliu, com o seu trabalho pessimista, as atenções significativas que poderiam levá-lo a subir aos palcos das áreas filosóficas, enquanto ainda respirava.

Ora bem, por muito que seja difícil de acreditar, este máximo expoente da filosofia, dedicou grande parte da vida a fazer um trabalho exaustivo sobre os fatores do pessimismo, e por esse motivo foi um precursor nesta área, restrita, (o que não é de espantar, ou seria, de espantar para longe, tanto pessimismo até causa arrepios, e, é verdadeiramente sinistra a fixação no tema ...) sendo que hoje em dia não haverá nenhuma aula de filosofia onde não se fale dele...

E também fora das aulas de filosofia, por isso sempre que alguém refere este senhor filósofo, alemão, nascido na cidade de Danzig há mais de dois séculos atrás, em 1788, eu encolho-me toda e receio o pior.

Não faço ideia de onde tirou o conceito de que a natureza humana é... vil!

O Sr. AS afirma portanto que a Pessoa "está nem aí" para apurar a verdade, nem do que é correto, e apenas quer saber da vaidade intelectual, com ou sem razão.

Apesar de indicar a porta de saída para esta dificuldade, que seria a oportunidade de entrada para a verdade, junta aos seus argumentos, a sua convicção de que além de vil, a Pessoa é, igualmente, falsa e desonesta! 

Um trio de respeito, uma herança de peso para a humanidade, na qual, até os três quartos disponíveis sobrantes deste testamento maldito, destinados à loquacidade, são para serem por ela usados, e abusados, ao serviço da desonestidade.

É aqui que a questão do apuramento da verdade, que foi assassinada pelo Sr.AS, remete para as séries de televisão, e antes disso para as peripécias do Perry Mason, da coleção livros Vampiro ( mais uma vez a sensação de arrepio...): 

Se não se descobre quem realmente é o "serial killer", e em vez dele, apontam um outro qualquer, mesmo depois desse "qualquer" ser afastado dos episódios futuros, em todas as temporadas, corpos continuarão a acumular-se na morgue, a um ritmo mais acelerado do que o do último filme com o ator Bruce Willis, no qual esse parecia ser o único objetivo da trama, no que também costuma chamar-se de "encher chouriços", neste caso encher morgues de verdades mortas, com a participação entusiasta das hostes de zoombies de mentiras, fora do controle de quem as criou, e do resto da humanidade  (e não, não estou a falar de ninguém senão do Sr. A. Shopenhauer, e agora do Sr. Bruce, qualquer semelhança com um qualquer ditador a colocar a humanidade na vizinhança de uma Grande Guerra, a Terceira, e não é ilha, mas também, começa por P, como a ilha do Pico, vejam se adivinham, é mera coincidência, mas já que falamos nisso, para quando uma Primavera como a de 68, em Praga? Só que noutras geografias). 

Portanto, neste paralelismo sem igual, parece completamente surreal (desculpa Ana) não querer apurar a verdade, e, ao invés disso, decide matá-la com a desonestidade eloquente da falsidade vil. 

E depois de gastar todos os adjetivos que tinha, pergunto:

Se está morta, quem nos fará companhia? A mentira? Assim não é de admirar que o Sr. AS fosse fã do pessimismo. 

Por outro lado, parte do que diz indica o caminho para descobrir onde anda a verdade, mais não seja pela prática do oposto:

O otimismo.

Deixo-vos aqui um excerto do que o Sr. AS escreveu, as partes otimistas, pois tal como diz o produtor ficcional na série Daisy Jones & the Six:

"ninguém quer ouvir músicas com letras sobre a morte, a guerra, assuntos desses... vocês têm de escrever e cantar sobre outras coisas", e embora também não concorde totalmente com esta afirmação, a reflexão sobre as temáticas líricas e o seu esclarecimento fica para outro dia, pois por Hoje esta publicação, ou post, é mesmo só para nos debruçarmos no pessimismo do Sr. Shopenhauer:

"Se a natureza humana não fosse vil, mas inteiramente honrada, não deveríamos, em nenhum debate, ter outro objetivo que não a descoberta da verdade; não nos deveríamos preocupar se a verdade provou ser a favor da opinião que começamos por exprimir, ou a favor da opinião do nosso adversário.(...) A nossa vaidade inata, (...) não permitirá que admitamos que a nossa posição inicial estava errada e que o nosso adversário estava correto.

A saída para esta dificuldade seria, simplesmente, dar-mo-nos ao trabalho de formar sempre um julgamento correto e, para tal, uma pessoa teria de pensar antes de falar.(...)

Depois disto, se não tivermos motivos para, não só procurar a verdade, como ter um bom fim-de-semana, não sei o que mais poderá contribuir para dar a motivação extra (a tal "mais uma milha" da nossa Marinha portuguesa) para alcançar esse objetivo?

Provavelmente resumir tudo o que aqui escrevi com uma citação de Buda (os mestres são sábios e concisos), citada no episódio 7 de Daisy Jones & the Six, será uma excelente ideia, sobretudo para aqueles de vós que lêem em diagonal, o que não faz mal, até fazem muito bem, pois vão ao encontro do espírito das palavras de Buda!

"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional." 

Bom Sábado, Pessoas!

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Arthur Shopenhauer sobre o pessimismo e a  razão.

P.S.

Este post de Hoje foi escrito inspirado nas escritas, e conversas através dos comentários, da nova "Amiga de varanda" da Cotovia aqui no Sapo, Isabel Paulos. A Isabel tem o seu blog "Comezinhas", um sítio fantástico, ao qual chama com propriedade, "estaminé". Foi assim, a propósito do seu post de ontem, que esta minha publicação "Vil", surgiu (a ironia de o hobbie de alguns ser... vil, é verdadeiramente perturbador e confirmará a teoria do Sr. Shopenhauer,  infelizmente), (nota: em outubro 2023 os links para o blog Comezinhas irão reconduzir o leitor para o blog, entretanto, privado).

Quanto ao "Hobbies", que é uma preciosidade, adorei, assim como adoro todos os textos da Isabel e a forma generosa como fala de tudo, de "Poesia" a hobbies, sempre num registo pessoal, humorado e q.b. sarcástico, com conhecimento profundo da alma humana, para não referir, já referindo, o uso da nossa, tão estafada língua portuguesa, que ali tem contornos de genialidade pela aparente simplicidade com que se veste.

Fiquei fã e agradecida por a Isabel ao ter subscrito o blog da Cotovia e Companhia, ter comentado, para assim a ter encontrado neste enorme lago do Sapo. Aqui fica o meu agradecimento por, (vencendo a dor das cãibras que reconheço a extensão da maioria dos meus post têm, para mais populados de inúmeros atentados no que concerne a uma correcção exigida a quem publica textos num blog), ser minha Amiga de varanda!

Coisa que também nos une, é termos ambas exatamente 44 subscritores, o que no caso da Isabel é incompreensível, e só pode ser um erro da plataforma, faltam uns zeros, pois 440, no mínimo, seria o adequado, e fica também aqui registada a minha reacção a esta escandaleira!

Resta a resalva, pertinente, de que a Isabel não tem nada a ver com as opiniões que aqui expressei, essas são, apenas, as minhas opiniões, escritas em meu nome, Mafalda Carmona, não vá dar-se o caso de na leitura da "escrita a voar razante uma mexerufada de ideias sem pretensão" deste meu "estaminé" (citação da Isabel Paulo, pois claro) vós Pessoas, também fiquem com as penas descompostas!

Sei que vos tinha prometido apresentar os Amigos de Asas residentes desta quinzena, mas com este choque nefasto com o Sr. A. Shopenhauer, ficaram todos de asa à banda, e a chá e torradas para acalmarem os nervos, e recuperarem de tanto pessimismo. Veremos se estarão recompostinhos no Domingo para um passeio e piquenique, com muitos acepipes, ali no vale da Serra da Arrábida ou na praia da Anicha...

Se chover teremos de encontrar outra localização para o encontro... por agora, manteremos o otimismo!

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Sinopse A Coletânea “ERA UMA VEZ…ALENTEJO” é uma obra que inclui poemas, fotografias, ou obras artísticas originais cujo tema e foco principal seja o Alentejo, e está abrangida no projeto europeu “Antologias Digitais”. Tendo a cidade de Évora sido recentemente nomeada Capital Europeia da Cultura 2027, faz todo o sentido homenagear não só a cidade como também toda a beleza circundante e riqueza cultural da região, e observar as maneiras como estas inspiram as pessoas de vários pontos do globo. Autor: Vários Formato: pdf Edição: 08.05.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado; Vítor Pisco Editora Recanto das LetrasBaixar e-book

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