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{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

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{Cotovia} e Companhia

06
Mar23

Chuva...


Cotovia@mafalda.carmona

  • ...para que te quero?...ou como encontrar o lado B dos dias cinzentos de inverno, ou como encontrar a felicidade, mesmo nos dias de chuva, ou como é passar uma segunda-feira na pele, e penas, de uma Cotovia, ou como:

"A vida não é sobre esperar que a tempestade passe, é sobre aprende a dançar à chuva" 

Vivian Green

Parece difícil aprender a dançar à chuva, por muito tentadora, e hollywoodesca que a proposta possa parecer, assim como manter a positividade ( não sei se existe tal palavra, mas continuamos sendo criativas, mesmo com chuva... e mesmo quando a dislexia causada pelo stress destes dias me faz trocar os "f" por "v" e os "ch" por "j", não percebo a origem disto... mas é perturbante de repente palavras amigas se transmutarem em coisas sem nexo...) quando, como disse o escritor José Luís Peixoto:

"A chuva cai como um idiota, não pensa nas flores que estraga." 

É verdade, tal com a chuva eu mesma me sito uma idiota, por estar a reclamar com um dia conzentão de inverno, quando há tantas outras coisas mais graves a acontecer, e quando sei que de muitas formas, a chuva é necessária.

Se é verdade que as flores precisam de chuva para crescer, também é verdade que eu aprecio as citações, talvez por comodidade, talvez por reconhecer o trabalho que outros antes de mim, ou contemporaneamente, tiveram, e têm, a trabalheira de pensar para abrir caminhos "para além do cabo de Taprobana" nos mares do pensamento.

E, dando voz a Vivienne Westwood, e até o Pessoa e criou homónimos para conversar:

"Eu acredito que o único modo de mudar o mundo é ser feliz".

E, já que falei em Pessoa, talvez o melhor seja seguir o conselho de Fernandito:

"Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes."

Portanto, vou manter-me fiel a mim mesma e contar como tudo aconteceu neste dia de hoje da Cotovia:

Acordei com chuva lá fora e isso fez despertar o urso pardo mal disposto que vive sempre na esperança de ter um momento de destaque no dia da Cotovia, mesmo se pela negativa. Mas depois de uns minutinhos de auto-piedade, exatamente 10, entre o momento em que o despertador toca e aquilo de empurrar o ecrã para cima e "adiar o despertador por 10 minutos", lá me lembrei de que sou uma Cotovia, e afastei a tentação de continuar a brincar aos ursos hibernados, e lembrei da frase de Henry Ford, que aliás é semelhante às indicações sobre os percursos para chegar a qualquer lado, dadas por uma das minhas Pessoas muito amigas, pois para ela, ir pela esquerda, pela direita ou em frente vai dar tudo no mesmo e é um bocado confuso mas lá nos vamos orientando:

" Se achas que podes ou achas que não podes, então estás certa."

E neste ponto do post, em que a ameaça de escrever qualquer coisa apenas com citações, está muitíssimo próxima de se tornar uma realidade, com o apoio inequívoco ( não que lhes tenha sido perguntado e suponho que sabendo da sua inclusão a teriam negado) dos seus múltiplos autores, a corroborarem o estado de (des)animo da Cotovia, por causa deste dia chuvoso.

Assim como assim, decidi encontrar um meio de aproveitar este tempo da melhor maneira possível, cumprir com o meu papel de Cotovia neste mundo, e mesmo sendo difícil encontrar o lado positivo num dia de chuva destes.

Para isso tive de, em primeiro lugar, aceitar que a vida de uma Cotovia é feita de dias bons e maus ( vá, menos bons...), de vencer a tentação de ficar no ninho quentinho, deixar-me levar pela preguiça e adiar todas as tarefas e trabalho.

Depois, pensei em formas simples de melhorar o meu dia, concentrar-me em pequenas ações que me tragam alegria e bem estar, e obrigar-me a cumprir os meus propósitos de melhorar um pouco a cada dia, de acordo com a filosofia japonesa kaizen (podem ver aqui o post da Cotovia onde falei sobre o grito de Ipiranga, digo, de kaizen em outubro de 2020).

Pensei (e passei isso para a prática, claro) em ouvir umas músicas que gosto de ouvir nos dias de chuva:

"P'ra Frente é que é Lisboa" d'os Quatro e Meia, "Here Comes the Sun" dos Beatles e "Happy" de Pharrell Williams.

Ou rever um programa de rádio preferido, ou mesmo fazer uma vídeo chamada para uma pessoa amiga, acrescentar uma pitada de humor, uma piada, uma brincadeira amistosa, pensar numa poesia para escrever, deixar a mente voar e sonhar com o que desejo realizar (ou mesmo que não deseje assim tanto, não vale a pena adoar, tenho mesmo de fazer, impreterivelmente),  ler um livro nos transportes (se houver lugar para sentar... por exemplo "O Poder do Agora", de Eckhart Tolle, mas para facilitar deixo aqui o link para o resumo animado deste livro no youtube com cerca de 8 minutos).

Coisa mais difícil de fazer é lembrar-me de que a chuva é uma dádiva da natureza, que traz a vida para a terra e enche os rios, lagos e barragens, necessária portanto, para a natureza e para o mundo se renovar e transformar, assim como posso renovar a esperança no futuro  e, tentar, abraçar a parte bela da chuva (toda a coisa tem o seu lado bom), reconectar-me com a natureza e ficar tranquila com isso, dizendo, está tudo bem, vai passar, o sol está lá atrás das nuvens, sem problema.

Por falar em abraços, na segunda-feira, dia em que é ainda mais difícil encontrar o ânimo para enfrentar a semana, porque muito foi empurrado de sexta-feira para a segunda e agora as opções continuam em cima da mesa, e as decisões duras que temos de tomar estão impacientes a bater o pé, mas ainda assim, podemos tentar reagir e mudar as circunstâncias adversas, com coisas simples, como dar ou receber o tal abraço, apertado, sentido porque esse abraço pode, mesmo, fazer toda a diferença no nosso dia.

Mais importante, concluí que não podendo ficar enrolada nas mantas nem ser urso, não posso comportar-me como tal, e descarregar nos outros as minhas frustrações, que as Pessoas tem os seus próprios ursos (hibernados, espero eu) para gerir, e mesmo assim são gentis e solidárias mostrando gratidão a quem as rodeia e fazem a diferença nas suas vidas, e nas nossas, na maioria dos dias, incluindo os dias de chuva.

Aliás, é mesmo nestes dias de chuva que é tão importante agirmos com correção e gentileza, seja no trabalho, seja quando estamos do lado de dentro, ou de fora, de um balcão de atendimento ao público, seja sendo pacientes com uma Pessoa da familia ou mostrando apoio a alguma das nossas Pessoas se doentes.

Pensando nestas Pessoas, desejo a todos os leitores e seguidores deste blog, saúde e melhoras, e a todos os que estejam a passar por um momento difícil, que encontrem conforto e esperança no amor e na solidariedade de amigos e familiares, e também, tão ou mais fundamental, na bondade de desconhecidos, na ajuda providencial vinda de onde menos a esperávamos, para que possamos cuidar da nossa saúde e mantermo-nos positivos e esperançosos quando vivemos momentos difíceis, que muitos de nós enfrentam quer nas vidas pessoais como profissionais.

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Até porque, às vezes, as coisas não correm do modo que queremos e a superação dos problemas pode parecer impossível.

Por isso é tão importante a partilha de experiências, como forma de encorajamento para quando precisamos de um pouco de conforto e inspiração para enfrentar o dia a dia, e desenhar a vida o melhor que conseguirmos, sobretudo naqueles dias em que nada parece correr bem.

Nestes dias pode ser fácil ficarmos presas em pensamentos negativos, Pessoas, mas pensem comigo: se há livros inspiradores e motivacionais que além de prometerem encontrar a felicidade nas pequenas coisas, se apresentam com títulos como "A Subtil Arte de Ligar o F*da-se" de Mark Manson ou "Liberdade, Felicidade & F*da-se!" de Mirian Goldberg ( aqui o link para apresentação deste livro, 17 páginas incluindo capa e contra capa em .pdf), porque não seguir essa tendência?

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"Cada um dos 17 capítulos do livro começa com uma pergunta, apresenta uma discussão e termina com um espaço para o
leitor anotar as suas ideias e reflexões."

Mas, se considerarem que não querem dar vazão a uma leitura onde os autores utilizam o calão, e estão no vosso direito, claro que existem outras sugestões de leitura como "A Arte da Felicidade" do Dalai Lama e Howard C. Cutler.

Deixo-vos, a todas vós Pessoas, ainda este poema de Mario Benedetti, que dedico também, especialmente, no dia de Hoje às minhas filhas:

"Não te rendas, ainda estás a tempo/ De alcançar e começar de novo/ Aceitar as tuas sombras/ Enterrar os teus medos/ Libertar o lastro/ Retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso,/Continuar a viagem,/ Perseguir os teus sonhos,/ Destravar o tempo,/ Correr os escombros,/ E destapar o céu.

Não te rendas, por favor não cedas,/ Mesmo que o frio queime,/ Mesmo que o medo morda,/ Mesmo que o sol se esconda,/ E se cale o vento,/ Ainda há fogo na tua alma/ Ainda há vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu é também o desejo/ Porque o quiseste e porque eu te amo/ porque existe o vinho e o amor, é certo./ Porque não existem feridas que o tempo não cure./ Abrir as portas,/ Tirar os ferrolhos, abandonar as muralhas que te protegeram,/ Viver a vida e aceitar o desafio,/ Recuperar a luz é voltar a ousar,/ Mover o barco,/ Atrever-se a navegar.

Não te rendas, por favor não cedas,/ Mesmo que o frio queime,/ Mesmo que o medo morda,/ Mesmo que o sol se esconda,/ E se cale o vento,/ Ainda há fogo na tua alma/ Ainda há vida nos teus sonhos.

Porque cada dia é um novo começo./ porque esta é a hora e o melhor momento./ Porque não estás só, porque eu te amo."

Para cúmulo, a FFMS enviou o seu e-mail aos subscritores do site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e, adivinhem qual era o título?

"Felicidade, Não É Assim Tão Simples".

Nesta entrevista as perguntas giram em torno da felicidade: O que é a felicidade? Pode ser estudada? Existem passos que todos possamos seguir para nos tornarmos felizes? Para responder a estas questões, Pedro Pinto entrevista Laurie Santos neste episódio da série «Isto Não É Assim Tão Simples», estreia dia 8 de Março, para saber mais vejam aqui.  

P.S.

E não é que de repente, ao bater do meio dia e meia, tive uma súbita inspiração e encontrei uma forma de tornar o dia de chuva mais agradável para todos no meu ninho?! Preparei uma caldeirada de maruca e pescada, simples, rápida (pelas 13 já estava pronto) e económica, com um pouco de azeite, alho e ingredientes frescos, que dá para 2 Pessoas e uma Cotovia.

Esta refeição simples também se destina a ajudar a melhorar a minha saúde. O meu médico de família recomendou que aumentasse o consumo de peixe e sopas para melhorar o meu colesterol (o bom, e diminuir o mau, que aquilo tem valores que se fossem as leituras aqui do blog era caso para figurar nos post mais lidos do Sapo todos os dias do mês, com sol ou com chuva!). E peço desculpa pela minha obsessão com refeições, mas manter uma dieta saudável para corresponder às indicações do meu médico, tem sido uma preocupação real e espero que a minha caldeirada seja uma boa opção para o almoço de hoje, além de poder usar as sobras para fazer uma sopa de peixe para o jantar, acrescentando uns mexilhões congelados.

Fotografei a minha caldeirada para partilhar convosco, Pessoas, e para me recordar que um dia de chuva não tem de ser um dia triste, e que talvez seja possível ncontrar uma forma simples de o tornar mais agradável e fazer toda a diferença nessa semama.

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P.S.#2

Sabemos bem que os caminhos que nos levam à felicidade são desconhecidos e o destino é incerto, por isso é aproveitar o caminho, com aceitação e gratidão pelo que temos na nossa vida, valorizar o que temos e quem temos do nosso lado, mesmo com as incertezas da vida.

Para finalizar (desta é que é), uma citação de Vivienne Westwood, que acredito ser muito pertinente para o tema de hoje, e que sinceramente poderiam vir do código de vivência transmitido pela minha parte paterna:

"Não compres coisas desnecessárias com dinheiro que não tens, para impressionares pessoas de quem não gostas. Vive simplesmente, para que outros possam simplesmente, viver."

Espero que estas sugestões sejam úteis e ajudem a enfrentar esta segunda-feira chuvosa, porque a vida é curta demais para não se aproveitar todos os momentos, mesmo os mais cinzentos!

Um abraço apertado da Cotovia para vós Pessoas, boa semana e até ao próximo post!

25
Fev23

Sou feliz...


Cotovia@mafalda.carmona

...ou chá e torradas... ou o confronto...ou como, não é segredo, existem várias formas de ter talento para a felicidade.

  • Ou ainda como "O Livro dos Camaleões - Contos", do José Eduardo Agualusa, edição da quetzal, e livro residente aqui no ninho da Cotovia, teve uma conversa informal com o livro convidado "Sou Feliz", da Bronnie Ware, num lanche matinal, o chamado brunch, providenciado pelo "Livro do Chá", de Edite Vieira Phillips, da colares editora, acompanhado de uns belos "scones" do livro "Como Fazer (quase) Tudo", com anotações e esclarecimentos da sucedânea do anterior participante, a recém chegada plataforma Open Chat AI, e, moderação da Cotovia, obviamente que não iria faltar a este fantástico "brunch", do dia de Hoje.

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Fomos, portanto, 5 à mesa, nesta tertúlia fantasiosa, e, para como habitualmente, valorizar a vossa participação Pessoas, e sem os inconvenientes de andarem à chuva, apanharem um transporte, neste caso avião, molharem as penas, digo os ossos, apanharem neve até chegarem a este refúgio, podem, confortavelmente, sem sair dos vossos ninhos, incluir os vossos "insights", ali nos comentários, no final do novo Diálogo da Cotovia ( e para não voltar aquela coisa aborrecida dos monólogos, conto convosco, Pessoas), mais ou menos Surreal.

Voltamos a contar com a presença de inúmeros P.S. , retornados ao blogue, de onde, pelos mesmos motivos que a Cotovia tem brancas, ou seja, os stresses da vida, andavam afastados, mas voltaram em força, como uma tendência da nova estação da Primavera, que tarda nada nos vai entrar pelas portas e janelas a dentro, benzadeus, prima das benzodiazepinas, vinda diretamente da providencial "farmácia natural" da Natureza e dos seus ciclos.

E onde é este refúgio?

Ora na montanha Nebesa, em Livek, Kobarid, na Eslovénia.

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País onde as nuvens são diferentes das nossas, asseguro, são dispersas e parecem feitas em 3d, e as Pessoas tem por hábito refugiar-se em construções abrigadas das adversidades da natureza, neste caso um projeto do arquiteto Rok Klanjscek, que arquitetou um ambiente sofisticado, onde conjugou opostos, também ele, esta coisa de equilibrar em vez confrontar deve ser uma característica de quem se dedica à arquitetura, para respeitar a tradição e folclore eslovenos e os últimos progressos tecnológicos.

Isto porque como em todo o lado, e em qualquer tempo, há um participante invisível, discreto mas não risível, o espaço onde estamos, onde vivemos e convivemos.

Nesse quesito um dos residentes é o livro "Cabana - da arquitetura vernácula à contemporânea", de Alejandro Bahamón e Anna Vicens Soler, e a escolha deste "destino" deve-se a uma inflexão nas opções estilísticas da Cotovia, por influência dos cenários de guerra, e da destruição das construções, que me levam a preferir edificações regulares, sólidas, sem desconstrutivismo, que de descontrução quero, finalmente, distância, e de futuro prefiro a segurança, sobretudo se aliada às chamadas "fachadas de vidro" ou "cortinas panorâmicas"( Panoramix haveria de também as apreciar) de onde podemos apreciar as extraordinárias vistas enquanto, confortavelmente, conversamos bebericando uma bebida quente, para o caso chá, mas um café ou leite com chocolate bem quente, também são opções válidas...Não sei, que sugerem, Pessoas? De qualquer forma, neste caso, mi "casa es tu casa" ou seja, "a cabana do Rok es nuestra cabana", pelo menos no tempo em que aqui estiverem.

Podem ver onde se querem sentar aqui.

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Ora bem, entretanto, e por falar de apresentações, já vos tinha apresentado o livro "Sou Feliz", mas brevemente a própria tratou de se apresentar, e segundo as impressões desta autora australiana, também cantora e compositora:

"após anos de insatisfação profissional, resolveu procurar um emprego que tivesse verdadeiramente sentido.(...) a prestação de cuidados paliativos." Conta que a dado momento, "publicou um texto no seu blogue intitulado "Os cinco maiores arrependimentos antes de partir." No primeiro lugar dos arrependimentos, está "Quem me dera ter tido a coragem de levar uma vida verdadeiramente minha, e não aquela que os outros esperam de mim".

E, apesar do livro ter como título " Sou Feliz ", este arrependimento só aparece em 5° (e último) lugar, talvez por ser coisa mais abstrata, do que o 2° arrependimento "Quem me dera não ter trabalhado tanto" , o 3° "Quem me dera ter tido coragem para expressar os meus sentimentos", ou o 4°, "Quem me dera ter mantido o contacto com os meus amigos".

Nesta felicidade, relembra um episódio passado com uma das pacientes do centro de cuidados paliativos, Cath, após a auxiliar nos cuidados diários, a levou na cadeira de rodas para o sol no exterior ( e vou tomar a liberdade e sintetizar o conteúdo, a fazer de conta que tenho uma asa de Stephen King...)

"-Ouça aquele pássaro.

Ficamos sentadas, a ouvir o canto da ave, e sorrimos quando ouvimos a resposta do companheiro, vinda de uma árvore mais afastada.

-Agora, cada dia é uma dádiva, sabe? Já era, mas agora que abrandei o suficiente, é que vejo a enorme quantidade de beleza que cada dia nos oferece.

(...) Contou-me como acabara por ver o poder da gratidão:

-É muito fácil querer sempre mais na vida, o que é correto até certo ponto, visto que faz parte de sonhar e crescer. Mas, como nunca teremos tudo o que queremos, apreciar o que vamos tendo ao longo do caminho é a coisa mais importante."

Nesta altura, o livro do camaleão disse:

"- Construí muitas pontes (...) Amava o meu trabalho. A partir de certa altura, porém, deixei-me conquistar pela arrogância e comecei a construir pontes por vaidade, como um daqueles escritores que escrevem não para ver melhor, mas para serem vistos."

Depois, ou antes, não importa o tempo, acrescentou:

"-Tenho-me exercitado nisso: em acreditar. Não há pior doença do que o ceticismo. Construímos uma ponte ou passamos a nado?

-Dizem que a nado é mais difícil. Eu sei construir pontes.

-Então vamos!

-É a sombra?

-Com tanta luz e tu só vês a sombra?"(...)

"- O tempo vai reiniciar -disse-me.- Daqui a pouco amanhece e será a primeira manhã do mundo. Você pode fazer o que quiser com ela. Somos aquilo que acreditamos ser.(...) Terminou de beber e foi dançar. Segui-a. Era um esforço inglório, como dançar numa pista de patinagem, sem os patins e sem prática de patinar. Felizmente a multidão estava tão concentrada que ninguém conseguia cair.

Achei que podia tirar dali uma lição revolucionária - unidos não cairemos!"

O lanche, ou brunch, foi interrompido por um telefonema da Alexandra Lucas Coelho para dizer:

"Agualusa diverte-se e diverte-nos com o facto de ter talento para a felicidade. E não haverá, na língua portuguesa contemporânea, outro caso tão flagrante e abrangente. Este talento está nos seus livros, escritos para raptar o leitor a primeira vista." Espero que para o caminho da felicidade.

Ou como prosaicamente diriam os ingleses, "onde uns veem água e pão duro, outros veem chá e torradas".

P.S.

As personagens deste texto são ficcionadas. As referências aos livros e citações bem como os seus autores são reais, mas a situação e evento "brunch" descrito neste texto também são produto da imaginação da autora, e este texto não deve ser interpretado como uma representação precisa da realidade. Entendasse, até gostaria que fosse uma realidade, e que a Alexandra Lucas Coelho fará com toda certeza vários telefonemas, mas nenhum deles, realmente, foi para esta Cotovia.

P.S.#2

As torradas feitas de pão do dia anterior, podem ser uma opção mais saudável se barradas com mel. Para um brunch mesmo muito especial, podemos optar pelas fatias douradas, também chamadas de rabanadas.

P.S.#3

Uma outra opção, com mais ou menos o mesmo número de ovos da receita das rabanadas, é fazer um pequeno pão de ló, seguindo a receita do livro do chá (o anteriormente no forno é "cozer durante 20 minutos, retirar da forma 5 minutos após a cozedura, colocar em cima de uma rede e sirva frio):

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P.S.#4

Como Saramago reflexionou no seu texto "Dia7 O outro lado", podemos admitir que as coisas tenham outra aparência quando não estamos a olhar para elas, mais ou menos como a animação "A vida secreta dos nossos bichos", mas na versão "A vida secreta dos nossos livros".

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21
Dez22

As Viagens


Cotovia@mafalda.carmona

Do meu contentamento...

  • Nesta, que se inicia hoje, estação do meu descontentamento, o Inverno, sou invadida pela nostálgica memória das viagens.

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ilustração "Silêncio de Inverno" de @mafalda.carmona 

Viajei bastante, por conta das idiossincrasias familiares, só mais tarde compreendidas.

As primeiras viagens foram de barco, um transatlântico, quando ainda existiam para irmos de uns continentes para os outros, imaginam? Depois avião, carro, comboio e autocarro.

Excetuando as viagens de barco (as mais difíceis), as viagens de avião eram uma excitação, sobretudo pelo frenesim nos aeroportos, as manobras dos aviões, o levantar voo aqui e agora, e o aterrar lá longe, numa terra completamente diferente, quase num ápice,  o tempo de um sonho.

Depois, nas viagens de automóvel, o ir indo, viajando, o tempo próprio das paisagens que desfilam na janela, tal como nos comboios, mas no carro há uma domesticidade maior, uma familiaridade com as paisagens libertas do bulício das gares e dos aeroportos, aquelas janelas mais pequenas, alimentam uma expectativa pelo espaço aberto e pela novidade, a próxima terra, ceara, pomar, o próximo local de paragem e de partida, as etapas pré-determinadas para um destino programado.

As viagens despertam, também, um sentimento de contrastes, o isolamento de uma madrugada ainda com o sol por nascer e as ruas desertas, quando se parte tentando não fazer muito barulho, e a chegada ao centro de uma cidade no meio da tarde, as filas de trânsito, as principais avenidas, a chegada ao hotel, os cheiros característicos desses espaços.

No viajar está esta sensação de " Poder", para fazer, para ir, estar, ver, sentir, contentar-se.

Se o ponto de chegada é um motivo de excitação, o próprio processo da viagem, é igualmente intenso, onde muitas vezes a impossibilidade de parar, dá lugar a guardar pequenos postais estáticos de pessoas, coisas, situações e paisagens, uma coleção de imagens, um álbum de fotografias imateriais, guardado dentro de nós.

As viagens literárias são, também, assim.

Essas, recolhem todas estas emoções e sentimentos do viajante e através dos autores, dá-se a magia, pois conseguem esta alquimia, a de transformar palavras em imagens, e imagens em palavras tão vividas como aquelas que guardamos e lembramos em ténues recordações. Fazem-no tão bem que nos oferecem uma incrível viagem nas histórias que contam, reais ou ficções, aventuras ou poesias. É a poesia das palavras materializada em textos a gerar imagens reais e sentidas.

E assim na literatura somos viajantes, quem escreve e quem lê, uma viagem partilhada na qual os autores não vivem sem leitores, que não vivem sem autores, são o par Piu-piu e franjola desta antiga história, de um amor, o inventado por Platão, para fazer o nosso contentamento nestes dias de um inverno, estação que atravessa o ano de 2022 para nos entregar o ano de 2023, que agora se inicia.

Estimadas Pessoas: 

 

Chegou o Inverno!

 

No meu caso, gosto é do Verão,

Mesmo sem passear de prancha na mão,

Pois tenho penas e asas, para meu espanto!

Asas para voar em fingida imaginação,

Nestes dias frios de chuva, vento e desalento.

É em grande desassossego e tormento,

Que desespero pela chegada da Primavera.

Para animar esta quadra há o Natal,

O Advento e a Consoada, a passagem de Ano,

E num instante está à porta o Carnaval!

Como Companhia, esta Cotovia tem as Pessoas,

Os autores, textos em poesias, e literárias aventuras.

Haja saúde, paz, bons ventos, amor e amizade,

Para viver grata e em feliz contentamento.

Na viagem no comboio das estações,

O tempo passa veloz, sempre igual, sempre diferente.

Boa quarta-feira e bom 21 de Dezembro.

 

Boas Viagens. Feliz Natal, Boas Festas e Bom Ano de 2023, Pessoas!🐦

 

04
Dez22

Ikigai, kintsugi...


Cotovia@mafalda.carmona

Caracteres com pincel, sumi-e, wabi-sabi, outras filosofias japonesas, Mário Augusto e o Natal

  • Poderia pensar-se que entre todas estas coisas, ou imaterialidades culturais, vindas do Japão, Mário Augusto e o Natal, nada há em comum. Isto porque Portugal e o Japão estão em meridianos culturais e geográficos praticamente opostos, coisa facilmente observável no globo terrestre oferecido ao neto A. pela Madrinha. No entanto, partilham, dizem alguns, o "arigato", não um gato mas um obrigado adaptado e importado, e, pelo menos em parte do território, também partilham geograficamente o mesmo paralelo.

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Quanto ao Natal lá chegaremos, e no caso do Mário Augusto, jornalista com uma experiência de bondade e humanidade, com nome que rima com Homem Justo, faz de paralelo, muito provavelmente em ressonância da sua verticalidade e retidão:

Estabelece uma ponte entre o sol nascente a oriente e o nosso cantinho a ocidente, transportando isso mesmo, uma luz, inesperada, sobre o kintsugi, mostrando uma nova perspetiva sobre a teoria do kintsugi, ou antes, revirou o conceito e apresentou-o de trás para a frente.

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O Mário Augusto desconhece o furor causado nesta sua fã, para escrever voando, e com grande afã este monólogo da Cotovia, quando li o texto que acompanha a fotografia, a preto e branco intencional, das suas duas Pessoas, a Paula e a Rita, que são "As miúdas cá de casa", publicado no passado dia 14 de Novembro de 2022.

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Li e pensei, "esta teoria do puzzle humano é brilhante". Também não sei se o Mário Augusto, pese embora toda a admiração desta Cotovia, ficaria contente se para aqui aparecesse a transcrição na integra do texto ( para desagrado deve ser suficiente estar a referir o seu nome inúmeras vezes...) por isso deixo o link para lerem em primeira mão, a fotografia linda das suas lindas miúdas e um recorte parcial do texto, enquanto partilho o resultado das minhas reflexões e significados.

Primeiro o link do Mário Augusto, como gosta por vezes de assinar o MA., aqui.

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Agora o "link", ou ligação, entre o kintsugi e o puzzle humano:

Começo pelo kintsugi, irei tentar chegar a um conceito ou definição, e, desta vez, ao contrário da definição da Cotovia sobre Autor, onde antes do resultado final vos indiquei quais as pesquisas feitas, vou diretamente, e para descanso de todas as Pessoas seguidoras da Cotovia e Companhia (no dia de hoje 145, bem-vindas novas 30 Pessoas!), para a definição:

No kintsugi o início é um todo, o todo tem consciência do todo, há uma alteração súbita do estado, se estava inteiro deixa de o estar, e o todo é desmembrado em várias partes. Se estava separado pode ver-se obrigado a estar uno, seja qual for o caso, há uma alteração, o que era deixa de ser, normalmente por circunstâncias externas de extrema violência.

Com o kintsugi esse estado anterior é recuperado, eventualmente a forma recupera a sua unicidade no sentido da individualidade, e inclusive poderá não ser visível para todos, o que importa é o processo pelo qual essa recuperação é possível: seja física seja emocionalmente é feito com esmero, cuidado, com amor sem limite, seja de Pessoa conhecida ou de desconhecida, para recuperar a forma original. Para o todo, e para sempre, ficam visíveis (mesmo se invisíveis ao olhar superficial) as marcas deste processo, cicatrizes, como memória do estado inicial e da dedicação necessária para vencer as adversidades, normalmente as ligadas ao fim, também da perda, própria ou alheia, das mudanças trágicas e também das transformações.

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Kintsugi link Wikipédia

Na teoria do 'puzzle humano', ou o 'puzzle do ser', (não tenho, ainda, a designação justa, correta)... cada um de nós nasce com o kit puzzle Pessoa. Esse kit pode ser influenciado pela genética é certo, pelo meio, pela sociedade, pelo país onde se nasce... e... pela aleatoriedade, a sorte e azar, destino ou desígnio, o inexplicável, o imponderável, o Deus ou o que seja, que faz com que esse puzzle seja o nosso e o de mais ninguém. Uma coisa é certa, nem o escolhemos nem ninguém o escolhe por nós...

Acontece. Temos de viver com ele.

Nesta teoria, nascemos em peças, em partes dispersas e vamos vivendo a nossa vida com a missão de as reunir e organizar até termos a imagem, de nós mesmos, completa. Se nesta teoria existe um certo determinismo, existe também a noção de que o puzzle pode ser passível de ser completado ou de ficarem peças por preencher, em falta ou em lugar onde não fazem sentido. Para alguns o puzzle apresentado tem maior complexidade, outras será mais simples. Idealmente, todas as Pessoas deveriam ter a possibilidade de completar o seu puzzle para formar a imagem mais brilhante e radiosa de si mesmas.

Se depois disto não ficaram intrigadas ou pelo menos curiosas de ir espreitar a página do Mário Augusto, Pessoas, tenho a dizer que sois possuidoras de um "sangue frio" , sang-froi ou cold blood, de tal ordem que devereis ser capazes de escutar a música de Michael Kiwanuka, cold little heart, ininterruptamente sem pestanejar.

link YouTube Michael Kiwanuka

Nesse caso existe uma real probabilidade de já não estarem a ler este monólogo a esta altura, e terem ido fazer uma cena qualquer ao género de James Bond 007. Caso contrário, e aqui permanecerem, e, além disso terem lido o texto de MA, assim como este, prossigo:

Muitas vezes, provavelmente na maioria, "as miúdas cá de casa", "as miúdas lá de casa" ou " as miúdas seja de que casa forem", precisam mesmo de uma ajuda, de um apoio. Por vezes a vergonha impede-as de pedir essa ajuda, por vezes pedem essa ajuda tarde demais, por vezes tem de ser os outros a pedir ajuda por elas. Muitas outras, como no caso do MA, até existem mecanismos legais do lado de lá, para ajudar as miúdas do lado de cá, mas essa tão necessária ajuda, neste caso com o nome de "apoio", não chega ou tarda em chegar, e o puzzle vai ficando com peças perdidas, cuja importância é vital para a integridade, saúde, bem estar, recuperação, e manutenção do puzzle do Ser.

Noutros casos, frequentes quando quem vence as barreiras da vergonha e do desespero, pede ajuda ou apoio, é humilhada e desvalorizada, em última análise, "não está a morrer", "todos temos os nossos problemas"... e a famigerada frase "não sou a santa casa da misericórdia".

Em qualquer caso, com ou sem ajuda, o que acontece é que serão sempre "as miúdas cá de casa" para os seus pais, mães, tias e tios, irmãos, avós. Devagar, sem deixarem de ser "as miúdas" para as suas famílias, para o mundo exterior, passam a ser "as mulheres cá de casa".

Uma casa que, de acordo com a lei da vida, em todos os casos, se vai esvaziando, se vai tornando órfã, e finalmente fica a sós consigo mesma. Se nessa altura retirarmos a acentuação da palavra sós, ficamos com um grande SOS, o pedido de ajuda mais universal, impossível de ignorar.

E, passo a citar uma Pessoa Amiga, das que respondem mesmo aos sinais de SOS, sejam eles mais impercetíveis, em Morse, diretos ou indiretos, daquelas Pessoas que não olham para o lado nem seguem em frente indiferentes às dificuldades que as cercam:

"No mar das palavras, todos somos pescadores."

Existirão várias interpretações para esta afirmação: por um lado significa a possibilidade de escolher que tipo de pescador somos pela escolha das palavras, sejam de diálogo, de partilha, de conforto, de ajuda, de apoio, por vezes de denúncia... basicamente numa adaptação de um provérbio "diz-me as palavras com as quais vives, e direi quem és".

Por outro, significa também a inutilidade das palavras contra a inércia da resolução dos problemas que só o dinheiro resolve, e nestes casos, torna banais quaisquer palavras ou citações.

Finalmente, não por ser Natal, mas porque... é sempre uma boa altura para nos ajudarmos uns aos outros.

Em comum, o grande sorriso das fotografias que aqui partilhei da Paula da Rita e da Carolina Lucas, sobretudo, o brilho no olhar.

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Fica uma pergunta para vós Pessoas, as da Companhia da Cotovia e as que tiverem encontrado este post nos seus voos neste imenso mar de palavras, videos, fotos textos da internet, teremos nós a possibilidade de termos, ou ajudar outras Pessoas, a terem um sorriso igual? Por vezes a melhor forma de o conseguirmos é através da ajuda, a nós mesmos e aos outros.

E é aqui que chegamos à parte do Natal, pois a Carolina tem até ao início de Janeiro para reunir o valor necessário para os ciclos de fisioterapia anuais que tem necessidade de fazer, e seria uma boa prenda de Natal para a Carolina se conseguisse as contribuições necessárias?

Vamos ajudar?

Para poderem pensar sobre o assunto, fica a partilha do link do testemunho da tia Carla num programa de televisão nacional para conhecerem um pouco melhor a Carolina, e também o link para a página no Facebook da Carolina Lucas, decidam se podem, e com que valor, ajudar esta família.

Arigatō, Hitobito! Merīkusimasu!

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