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{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

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{Cotovia} e Companhia

07
Mar24

Vitória

Poema {Re-editado e com versos em tradução EN}


Cotovia@mafalda.carmona

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Vitória

 

V de Vitória, Fraternidade, Igualdade, Liberdade.

 

Se eu tivesse nascido ontem,

Porventura não seria eu, seria outra.

Far-me-ia anunciar como pesada Patorra.

Assim sou leve, prossigo calma e tranquila.

 

Medindo o terreno, cantando o caminho,

Alerta aos sinais desenhados no ninho.

Marco passo na alegre madrugada,

Visto a pele da singela Cotovia.

 

Se em voo rasante escutaste o grito,

Foi porque no chão escavaram vil artifício.

A coberto da noite engendraram torpe canção, 

E pela manhã encontrei tão fútil traição. 

 

Quem de baixo te quis enganar ficará aflito,

E quem do alto te amar, irá voar contigo.

Será até às estrelas que nos darás abrigo,

E com lealdade nos chamarás teu amigo.

 

Vens de cima, tens vivo um presente,

De um passado livre que é recente.

Que reconheces, é a Fraternidade,

Quando olhas para ti já a sentes. 

 

É chegado o tempo do teu chamado:

Abraça a vida, o céu, e a boa vontade.

A guerra perdeu, ganhou a Igualdade. 

Estamos destinados a partilhar a felicidade.

 

Lembraremos o teu nome, é Liberdade.

 

@mafalda.carmona 03.03.23

Editado em 07.03.2024

 

Victory

 

If I had been born yesterday,

Perhaps I wouldn't be me, but another.

I'd proclaim myself as a burdensome step,

Yet, I am light, proceeding calmly and serene.

 

Measuring the ground, singing the path,

Alert to the signs drawn in the nest.

I mark steps in the joyful dawn,

Wearing the skin of the simple Lark.

 

If you heard the cry in a low flight,

It was because on the ground, they dug a vile artifice.

Under the cover of night, they devised a base song,

And in the morning, I found such futile betrayal.

 

Those who sought to deceive you from below will be troubled,

And those who love you from above will fly with you.

It will be to the stars that you will give us shelter,

And with loyalty, you will call us your friend.

 

You come from above, alive in the present,

From a recent free past.

What you recognize is Brotherhood.

When you look at yourself, you already feel it.

 

The time of your calling has come:

Embrace life, the sky, and goodwill.

War lost, equality won.

We are destined to share happiness.

 

We will remember your name; it is Freedom.

 

Mafalda Carmona

07.03.2024

29
Jan24

Meio Século

Reflexões {Desafio 50 anos - reedição}


Cotovia@mafalda.carmona

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Em resposta ao desafio de 2019 {50 anos} aqui.

Meio Século

Já vivi meio século nesta sina.
Nasci numa sexta-feira em Alfama,
Fiz (54) 55 anos no Dia de Todos os Santos,
E quando olho para trás, não nego:
Vejo a vida a refletida num espelho luzidio,
De uma história escrita em três partes,
Por uma ordem interna mal definida.
Entre os pontos cardeais norte, sul e oeste,
Giram, e reviram, o corpo, a emoção e a razão.

No calendário perpétuo desta vida,
Os sinos já marcaram a quinta hora.
Pergunto se serei como um gato,
Para ter pelo menos 7 vidas?

Ou mais, muitas mais? Quantas terei?

Será o número final o sete?
Ou será que lhe somo mais uma, a oitava,
Para, como gosto, ter um número par?
Porventura uma nona e chegar aos 100,
E com isso ficar maravilhada!
Mas para já vou contá-las uma a uma:

A primeira dos zero aos 10, uma prisão;
A segunda dos 10 aos 20, educação;
A terceira dos 20 aos 30, maternidade;
A quarta dos 30 aos 40, profissão;
A quinta dos 40 aos 50, liberdade;
E a sexta estou a viver com felicidade...
Não sei o que se segue, mas para já,
Estou muito contente nesta roda.
Bem hajam as Pessoas e a amizade,

Aqui estamos, aqui vamos!
Cá estarei compadres e comadres.

Nesta que é a contínua andança,
Em boa companhia e bom tom.
Sem destoar, com alegria e gratidão,
Somos todos Um nesta comunidade. 
Como amigos vamos caminhando,
Até chegar a hora de em paz ir embora,
Ou do até já que estou chegando.

E assim, quem dera seja para sempre

A possibilidade de dizer presente!

Ser como Matusalém para tudo fazer

Tudo apreciar nesta linda viagem,

Preciosa dádiva que a vida contém!

 

Mafalda Carmona

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Arbusto Mal-me-quer foto de Mafalda Carmona 

P.S. 

Fotografia do arbusto dos malmequeres e alecrim:

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01
Nov23

Imperfeito...


Cotovia@mafalda.carmona

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...Perfeito, ou a beleza singular da imperfeição do que nos torna únicos. 

  • Ser único na imperfeição é distintivo. Podem existir milhares de blogues e Pessoas que os mantêm, mas em cada dupla blogue/blogger, há uma singularidade. Cada um possui características únicas, uma voz própria.

 

Desde a apresentação até ao desenho da página, a escolha do tema, das cores e das fontes de letra utilizadas, do tom, cada escolha, cada blogue reflete não só o ponto de vista da Pessoa criadora-autora, mas quem é, e demonstra que não somos todos iguais, não somos perfeitos, mas... somos humanos.

 

Assim como somos diferentes uns dos outros, os nossos dias não são iguais, não seguem um guião, um ideal de beleza ou de perfeição, a nossa disposição varia, e as linhas das escritas refletem a complexidade das nossas vidas e do nosso caráter. Elas são como um diário constante e fiel, que mostra e revela quem somos, pelo que dizemos mas também pelo que não dizemos, quer pela nossa presença como ausência, e muitas vezes, surpreendemo-nos a nós mesmos, encontramos e descobrimos quem somos, ou novas perspectivas, exactamente porque arriscamos essa experiência do exercício da imperfeição, e dos resultados, por vezes, espectaculares e muito gratificantes, pelo inusitado, por nos recordarem a nossa humanidade.

 

Se estivéssemos sempre com o mesmo espírito, não haveria surpresas, seriam linhas constantes, previsíveis. Se nos limitarmos a ler apenas aquilo que escrevemos, não poderemos reconhecer a existência de outras realidades e pontos de vista, tão ou mais válidos do que o nosso.

É esta dinâmica que nos permite descobrir nas outras Pessoas outros mundos e expressões e a nossa expressividade e a dos outros, para juntos, definimos um padrão que, quando combinado, constrói um organismo que se manifesta para lá das formas das linhas das nossas escritas individuais, gerando imagens vivídas, muitas vezes acompanhadas de fotografias e vídeos, que refletem e norteiam a nossa vida, mas também a dos outros e a do mundo que nos cerca, e através da expressão das nossas visões, opiniões, valores, vamos mudando o nosso próprio mundo interior, enriquecendo-o pela valorização das Pessoas que nos rodeiam e com as quais interagimos.

E, nessa diferença, existe, assim, união, respeito, reconhecimento , consideração, nessas linhas perfeitas nas suas imperfeições únicas e insubstituíveis, com este dado comum, a blogosfera, que nos acolhe e onde a comunicação é a palavra chave para chegarmos uns aos outros com, e apesar de, todas as imperfeições.

Celebremos as imperfeições. Celebremos a diferença.

Celebremos a União.

Desejo a todas vós Pessoas, aves raras, aves despassaradas, gatos, aliens e quem mais aqui veio "avoar", Saúde e Paz no dia de Todos os Santos!

20
Abr23

Apis Mellifera

Desafio Poético {@mafalda.carmona}


Cotovia@mafalda.carmona

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  •  
  •  

*Fotografia do blogger PJ Cortes

  • "de uma flor de esteva a ser visitada por uma apis mellifera, a nossa conhecida abelha, a tratar da sua vida, que é como quem diz, a recolher o pólen para fazer aquele mel delicioso que grande parte de nós tanto gosta. Lembrei-me agora: minha cara Cotovia, não daria esta relação "flor/abelha" um tema para um poema (até rimou)? Fica a sugestão..."

*Autor da citação PJ Cortes (autor da fotografia, PJ Cortes) 

E foi neste post publicado pelo caro PJ Cortes que surgiu este desafio para inspiração de uma criação poética, o segundo, podem ver na publicação Flor II um outro poema inspirado noutra fotografia do PJ Cortes aqui.

Aqui fica o poema, em formato de soneto inverso (sem saber se este termo existe, Nota em outubro 2023, fui esclarecida de que o termo para este formato é soneto inverso pela nossa poetisa Mª. João Brito de Sousa), pois os últimos tercetos, que dita a regra deveriam seguir-se aos dois quartetos, aparecem em primeiro lugar. Isso aconteceu porque tenho maior dificuldade em idear e formalizar os primeiros versos dos quartetos, e depois na finalização do soneto parece que me falta "espaço" nos tercetos para as imagens a concretizar. Assim, mesmo que esteja completamente errado, pareceu-me certo, e por isso fui em frente.

 

Assim, este é o resultado de mais este exercício poético desta aprendizagem na construção poética do soneto:

 

Apis mellifera

 

Quanto será o cuidado necessário,

Para cuidar da "nossa" Natureza,

Indiferente à humana moral?

 

Que no desgastado corpo unitário,

Da enorme baleia à pequena abelha,

Embala as espécies por igual.

 

Dentre todos os seres sobre o Sol,

É esta última o primeiro elemento,

De flor em flor é o binómio perfeito,

Rainha Mestra e dulcíssimo farol.

 

Sejamos serenos como este par,

Impar de humilde e simples comunhão,

Para viver com fé em paz e união,

O pobre Mundo amar e respeitar.

 

Mafalda Carmona 19.04.23

 

P.S.

Como no exercício anterior partilho as diferentes etapas da construção deste poema, a primeira tal como escrevo quando imagino as imagens do poema, em seguida escandir e verificar a métrica fazendo as alterações necessárias, por vezes mudo significativamente alguns versos, finalmente o poema na versão final.

Embora o trabalho nunca esteja finalizado, pois há sempre lugar para procurar  melhorar a escolha de palavras, a estrutura e a métrica, e até reescrevê-los para experimentar novas ideias e técnicas. Também terei de aumentar o conhecimento deste imenso mundo da poesia pela leitura de autores, o estudo dos seus sonetos e, claro, a prática constante são fundamentais para conseguir melhorar a escrita de poesia em formato soneto.

O apoio e ajuda preciosa que tenho tido das Pessoas queridas aqui no espaço Sapo, tem sido fundamental, nos vossos comentários, mesmo se por vezes de forma discreta, consigo perceber as vossas sugestões e agradeço o incentivo, outras vezes de forma mais direta e constante, mas todas as participações são bem vindas, assim como a leitura das escritas nos vossos blogs, sejam de poesia ou prosa, que são uma visita recorrente nos meus voos. 

Aqui vamos continuando, para a frente é que é caminho, Pessoas!

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{Cotovia} em Colectânea

Sinopse A Coletânea “ERA UMA VEZ…ALENTEJO” é uma obra que inclui poemas, fotografias, ou obras artísticas originais cujo tema e foco principal seja o Alentejo, e está abrangida no projeto europeu “Antologias Digitais”. Tendo a cidade de Évora sido recentemente nomeada Capital Europeia da Cultura 2027, faz todo o sentido homenagear não só a cidade como também toda a beleza circundante e riqueza cultural da região, e observar as maneiras como estas inspiram as pessoas de vários pontos do globo. Autor: Vários Formato: pdf Edição: 08.05.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado; Vítor Pisco Editora Recanto das LetrasBaixar e-book

{Cotovia} em Antologia

Sinopse Aquilo que temos vindo a testemunhar desde 20 de fevereiro de 2022, provoca em nós sentimentos complexos, melhor expressados através da arte. Esta antologia recolhe estes sentimentos, e distribui-os para quem neles se reconforta e revê. Para o povo ucraniano, fica a mensagem de acolhimento, não só em tempos de crise, mas sempre. Porque é difícil expressar a empatia por palavras, mas aqui fica uma tentativa, por 32 autores, nacionais e internacionais. Autor: Instituto Cultural de Évora Formato: pdf Edição: 14.08.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado Editora Recanto das Letras

{Apoio à Vítima}

A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais. É uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma qualificada e humanizada, vítimas de crimes através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h). Aquando de um crime, muitas pessoas, para além da vítima directa, serão afectadas directa ou indirectamente pelo crime, tais como familiares, amigos, colegas. A APAV existe para apoiar. Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.

{Notícias Sobre a Ucrânia}

A UE condena com a maior veemência a agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia. Trata-se de uma violação flagrante do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Apelamos à Rússia para que cesse imediata e incondicionalmente todas as hostilidades, retire o seu pessoal militar e equipamento de todo o território da Ucrânia, no pleno respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. A UE apoia os princípios e objetivos fundamentais da fórmula de paz da Ucrânia enquanto via legítima e credível rumo a uma paz global, justa e duradoura.
Em destaque no SAPO Blogs
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