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{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

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12
Jan24

A Mulher das Três Luas


Cotovia@mafalda.carmona

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E o Homem das Três Ruas

{Conto}

Marília sabia perfeitamente como era conhecida pela calada, à boca fechada, sempre que chegava a casa, subindo a escada com o petiz pela saia longa, tão longa que não se lhe viam os pés. Dirigia-se, invariavelmente, para a porta esquerda ladeando as escadinhas do Santo, depois de percorrer todas as portas com a canastra equilibrada num pano enrolado no cimo da cabeça: "A Mulher das Três Luas".

 

Também sabia que se fora homem, essa simples diferença, faria dela, senão rica, pelo menos livre, mesmo se apenas remediada, talvez até Dona Marília, talvez dona de uma banca, ou mesmo de uma loja, pequena, não precisava de muito, um quase nada de liberdade, para lhe pendurar uma placa em gonzos metálicos, com letras rebuscadas, a chamar a clientela, para vir comprar os avios, mas não fiado, tal como viu acontecer com o forasteiro, ao qual chamavam "O Homem das Três Ruas".

 

Tímido, ou seria cauteloso, com alguns recursos que lhe teriam permitido chegar à capital, ao início, o mais visível era ser despachado, bem falante, e tanto bastava ser ouvido para logo qualquer um ficar convencido se tratar de um caixeiro viajante conhecedor dos quatro cantos do mundo. Ajudava ser bem-apessoado, embora de baixa estatura, o que dava jeito para se amanhar por um qualquer canto, discreto, como um gato, para dormir numa trapeira, por cima de uma enxerga, umas poucas horas até o relento o despertar, fazendo-o destapar a face de pirata, coberta pelo chapéu, que logo regressava ao seu lugar distintivo, a cobrir a cabeça de cabelos frisados, mas curtos, domados pela força do pente e da brilhantina.

 

E embora Marília não fosse qualquer uma, também ela ficou encantada com os modos do Homem, quando o viu passar na rua, a descer as escadinhas, rápido, de chapéu meio de lado, onde fazia escorregar os dedos das mãos, na aba, para lhe dar um toque enquanto cumprimentava: "B'm dia!"

 

Isso era ao início, mesmo antes de conhecer Marília e a cumprimentar, mesmo antes de lhe dizer o seu nome, Mário. O Mário, o de antes, certamente antes de conhecer Marília, antes de o corpo lhe dizer que lhe doía, essa dor com princípio nesse momento, quando, apaixonado pela primeira vez na vida, aquele "bom dia" lhe revirou o coração de pernas para o ar, e nunca mais foi a mesma coisa, porque a partir dali, a única luz seria estar com ela, a vê-la sorrir de olhos baixos, velada motivação, confundida com recato, que só tarde demais descobriria ser outra coisa.

 

Mas, como não sabia, o Homem das Três Ruas, tinha por si a força dos audazes, ou mais frequentemente, dos inconscientes. Foi assim que se desdobrou em aventuras, a vender chapéus, galantes como o seu, alguns a considerar conceder-lhes um certo "panache", mas, a ele, apenas lhe concediam o benefício de serem o seu ganha-pão, e o meio, ou o fim, para chegar ao coração de Marília. Queria pô-lo de pernas para o ar, a fazer par com o seu, e de preferência até ao Dia dos Santos, os populares, que outros não conhecia, até promessas fez, acreditando sucumbir se a bela e esguia varina, de pestanas retorcidas, herdadas de Ondina, o rejeitasse.

 

Além dos chapéus, também vendia cintos e meias de senhora, de seda, coisa rica, mas sobretudo, estas tornaram-se famosas por serem indestrutíveis. Fama a correr aquelas três ruas, as únicas que conhecia e percorreu, percorria ou percorreria, durante toda a sua longa vida, atrás, ou à frente, de Marília, isso depois. Depois de ter a sua própria loja, depois de abrir uma pequena fábrica de cintos, conseguida à conta de calcorrear cada centímetro das calçadas das "suas" três ruas, onde todas as portas conhecia e, mais importante, sabia como as abrir, aquelas portas da Baixa de Lisboa, do número 1 ao 308, da Rua Augusta, outros tantos na Rua da Prata, e na do Ouro ou Áurea, como também era chamada, igual.

 

Mas isso fora mais tarde, e tudo Mário devia a Marília, as ruas, a loja, o filho dela, afilhado dele, a vida solitária, e as meias, que passou a vender para a conquistar. Seriam a magia suficiente e basta para lhe trazer a boa estrela da inspiração para a criação da fórmula da indestrutibilidade, e mais não queria nem ambicionava, senão o espectáculo de as exibir, dia e noite, noite e dia, perante pequenas multidões que se ajuntavam, aproximando-se curiosas e a partirem compradoras, se antes não fossem apartadas pelo apito da autoridade, alguma mal guardada se não houvera recebido o seu quinhão, ou com ele estivesse descontente, a dispersar a clientela, interrompendo o chamado bem ensaiado:

 

" - Olh'á meia, cheguem cá, vejam, é a melhor que há!"

Sacava do isqueiro, o pavio a queimar, e a meia, estóica, a resistir, sem um lamento, uma malha arrepiada, saindo incólume da experiência ao fogo e calor, para em demonstração habilidosa, como acrobata, saltar para o fio do canivete:

 

" - Vejam, vejam, não queima, não rompe, não fura!... Levem a meia indestrutível, não se vão arrepender, Dona, veja, olhe como é macia e leve!"

Estica a meia, mesmo debaixo do nariz da Dona, mais uma passagem do canivete, de cima a baixo como quem estripa uma enguia, sem danos para a meia, vitoriosa, resiste, sem uma marca, uma mazela.

 

" - Senhora, leve duas, três é mais barato, leve seis de imediato! Estão á'cabar, já só ficou um par... Leve, leve..."

E repetia: " - Não se vai arrepender!"

Como não se arrependeu de oferecer a Marília a quarta meia, para fazer os dois pares, nem mesmo quando percebeu que ela não usava meias, nem depois de, na escadaria da igreja, descobrir porque chamavam a Marília, a "Mulher das Três Luas." Nem mesmo quando nesse dia, ao perder Marília, lamentou ter gasto tanta fórmula indestrutível, e tempo, para vender as meias. Mas isso foi quando ficou sem saber da ex-futura mulher, durante o eclipse, quando no mais escuro da alma, a Mãe Ondina reclamou como sua, a filha, para as águas do Rio, onde Marília foi vista pela última vez, ao retomar a forma de golfinho e rumar, entre silvos e estalidos, para longe do altar, quase quase a revelar o segredo ocultado naquelas saias longas, a deixar um rasto serpenteante pelas ruas, com o formato de meias luas.

 

Hoje, dia de Inverno de 12 de Janeiro de 2024, sexta-feira, quando fechar a loja onde vende os chapéus, e os cintos, mas não as meias, Mário vai pegar no petiz, levá-lo para as águas do Rio, e, enquanto segura as lágrimas salgadas como as de Pessoa, como as dela e as minhas, o menino, aprenderá um novo truque de prestidigitador, ou encantador de golfinhos, aos saltos e assobios, para os chamar, e eles virão, um grupo grande, e brincando vão fazer balançar o barquito, onde sentados, sós, uns dizem vão pescar, outros que, no lusco-fusco de um céu encoberto, apenas vão contar as ondas rasas ali pelos lados de Belém.

 

Mas o certo é que as redes vêm sempre cheias de cardumes de meias, as que lançam ao Tejo, retiradas de sacos de fardos delas, amarradas umas as outras como jaquinzinhos, porque sabem que um dia Marília as vai ver, a sinalizar Mário e o menino, mesmo quando atrapalham a navegação das outras embarcações, ou os turistas pensam ser dia de festa. E quando isso acontecer, Marília vai saber o caminho, regressar, e a sombra dos três não irá naufragar debaixo do casco frágil da embarcação, onde, nos costados, tem escrito o seu nome, em duas linhas, com três luas, a preto sobre verde: "ESPERANÇA - 🌚 LUA NOVA 🌚". O Homem das Três Ruas tem a certeza de que, depois, serão felizes para sempre.

 

Fim

 

Mafalda Carmona

12.01.2024 | 06:55 hr

23
Out23

Cores de Outono


Cotovia@mafalda.carmona

IMG_20231021_153941.jpg

Cores De Outono

#1 - Cor de Rosa Esperança 

{Soneto Alexandrino}

**

Bela, olha para ti, és rosa virtuosa,  

A chuva te arrastou pela sombra crescente,

Leviana levou o que em ti era reluzente,

Desfolhou a tua irmã de forma tortuosa.

*

Sofre por ti e em vão te procura e te chama,

Onde era o teu lugar fica agora a desdita,

Vazio assustador, reflexo da maldita,

E as mãos do vento são agora a vossa cama.

*

Do longe vos soprou no ocaso acidulento,

Crescerão com raíz em retinta amargura,

Aí se implanta o lugar desta triste história.

*

Tudo ao redor será ilusão, e no entanto

Velhos serão então desgosto e desventura,

Mas do melro ouvirão cantar a vossa glória.

****

Mafalda Carmona

22.10.2023 | 22:01

P.S.

Este soneto é o primeiro de uma série de sonetos sob o título "Cores De Outono" inspirados pela observação da natureza e elementos naturais, com que a Cotovia se depara no quotidiano, deste nosso outono 2023.

Espero que gostem, desejo-vos uma excelente semana, Pessoas!

Saúde, Paz, e... Viva a Poesia!

 

P.S.#2

Vou tentar por aqui num P.S. #3 o reel que partilhei no meu perfil do Instagram do primeiro soneto da série "Cores De Outono", intitulado, "Cor De Rosa Esperança", mas também podem tentar ali onde estão as ligações no perfil aqui da Cotovia no Sapo Blog, aceder, (acho esta coisa dos mini vídeos o máximo) e, para vos dar duas informações:

Primeira, tenho outros sonetos já alinhavados, "Cor De Loendro Mimoso", "Cor De Tomate Des/temperado"...e mais se seguirão até chegarmos ao Inverno (achei que não iam passar bem sem esta informação... ;)...
e a segunda:

Fui informada de que a hora muda no próximo sábado, Pessoas!
Parece uma precipitação, mas é informação de suma importância pois significa que atrasando o relógio uma hora, podem acordar às 9 de domingo que afinal serão 8!
Saber que vou ter mais uma hora de sono e ainda assim manter a rotina matutina, e a fama de ave madrugadora (só que não, ou nem sempre, sobretudo ao domingo...) é um incentivo extra para começar bem a semana!

Abraços e beijinhos, Pessoas,  "aproveitem a vida e façam o favor de serem felizes, não deixem nada por fazer, nem nada por dizer!" (A.F.)

P.S.#3

Reels "Cor De Rosa Esperança"

16
Abr23

Los Angeles

Poema {@mafalda.carmona}


Cotovia@mafalda.carmona

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*

Os Anjos

 

Sim, eu creio em Anjos, Santas e Santos

Que em orações fazem a sua passagem,

Descalços caminham nesta engrenagem

De vidas em aberto e sonhos desfeitos.

 

Levam nos pés nus mágoas perfeitas

Filhas, filhos, mães, pais e avós perdidos,

Que morreram sós, sem serem ouvidos,

Em brutas lutas e humanas maleitas.

 

Vítimas de uma terra onde são traídos,

Sopram lágrimas nas faces da guerra,

Florescem nos campos dos corpos caídos.

 

Na ausência se fazem mais presentes,

E velam o sono de quem não esquece,

O quente e manso olhar dos inocentes.

 

Mafalda Carmona 16/04/23

*Imagem pintura "Anjo Caído" de Alexandre Cabanel

 

P.S.

Aqui fica também, como parte desta aprendizagem poética, a escansão do poema. Apresenta uma irregularidade no 6º verso, mas por mais que quisesse não consegui corrigir a métrica sem perder parte dos nomeados, por isso assim fica, pois não quis por nem "gerações" nem "antepassados".

Trata-se de uma captura do ecran do telemóvel, não estranhem o fundo em preto, é como tenho configurado o monitor, muitos anos a trabalhar em Auto Cad deixam tiques.

Quanto ao escandir, não tenho certezas, tenho muitas dúvidas, mas quando escrevi o poema foi esta a divisão silábica poética que me pareceu certa. 

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Screenshot_2023-04-16-17-47-17-006-edit_com.miui.n

P.S.#2

As coisas na vida por vezes tem sintonias que nos surpreendem... Embora com os anos a passar cada vez faça mais sentido as sentirmos com as Pessoas que são nossas amigas, mesmo à distância pois para se ser amigo não é preciso nenhum outro sentir senão o ser, mais do que o estar fisicamente.

Ontem fiquei a saber que a minha amiga americana sofreu uma trágica perda de um familiar muito jovem, o seu sobrinho.

Fiquei muito abalada, mais ainda porque apesar do seu sofrimento, dedicou o seu tempo, generosa como sempre, para deixar um comentário de incentivo, na partilha do dueto que fiz aqui e no Facebook.

Assim hoje este poema, que espero encontre a minha amiga Mimzelle Ottoboni bem, foi escrito em reconhecimento e gratidão pela sua amizade.

Obrigada Mimi.🙏❤️

 

 

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{Cotovia} em Colectânea

Sinopse A Coletânea “ERA UMA VEZ…ALENTEJO” é uma obra que inclui poemas, fotografias, ou obras artísticas originais cujo tema e foco principal seja o Alentejo, e está abrangida no projeto europeu “Antologias Digitais”. Tendo a cidade de Évora sido recentemente nomeada Capital Europeia da Cultura 2027, faz todo o sentido homenagear não só a cidade como também toda a beleza circundante e riqueza cultural da região, e observar as maneiras como estas inspiram as pessoas de vários pontos do globo. Autor: Vários Formato: pdf Edição: 08.05.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado; Vítor Pisco Editora Recanto das LetrasBaixar e-book

{Cotovia} em Antologia

Sinopse Aquilo que temos vindo a testemunhar desde 20 de fevereiro de 2022, provoca em nós sentimentos complexos, melhor expressados através da arte. Esta antologia recolhe estes sentimentos, e distribui-os para quem neles se reconforta e revê. Para o povo ucraniano, fica a mensagem de acolhimento, não só em tempos de crise, mas sempre. Porque é difícil expressar a empatia por palavras, mas aqui fica uma tentativa, por 32 autores, nacionais e internacionais. Autor: Instituto Cultural de Évora Formato: pdf Edição: 14.08.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado Editora Recanto das Letras

{Apoio à Vítima}

A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais. É uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma qualificada e humanizada, vítimas de crimes através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h). Aquando de um crime, muitas pessoas, para além da vítima directa, serão afectadas directa ou indirectamente pelo crime, tais como familiares, amigos, colegas. A APAV existe para apoiar. Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.

{Notícias Sobre a Ucrânia}

A UE condena com a maior veemência a agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia. Trata-se de uma violação flagrante do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Apelamos à Rússia para que cesse imediata e incondicionalmente todas as hostilidades, retire o seu pessoal militar e equipamento de todo o território da Ucrânia, no pleno respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. A UE apoia os princípios e objetivos fundamentais da fórmula de paz da Ucrânia enquanto via legítima e credível rumo a uma paz global, justa e duradoura.
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