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{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

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{Cotovia} e Companhia

29
Nov24

Palavras Bordadas


Cotovia@mafalda.carmona

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Pesponto Deliberado

{Tanka}

 

sombra vã da noite

pelo ciúme afiada

corta a alma em mil rasgos.

 

com esfiapada mágoa,

borda a doce madrugada.

 

Mafalda Carmona 

29.11.2024 | 08:59 hr

 

Olá, queridas Pessoas!

 

Hoje trago-vos o meu mais recente tanka, um formato poético que me fascina pela sua simplicidade e profundidade. Este poema é inspirado na obra "Rasgo", de Margarida Maria Rocha, editada pela Musa Impassível. A capa do livro e o título foram a centelha inicial que me levou a explorar as emoções que aparecem neste poema.

 

Embora ainda não tenha tido oportunidade de ler a obra, o impacto visual e a força do título "Rasgo" conduziram-me a este Tanka. Fica a curiosidade por conhecer a obra da autora, e foi uma surpresa perceber que o 'rasgo' é físico e real na capa do livro.

 

Convido-vos a visitar o perfil da autora e da editora para conhecerem mais sobre este livro belíssimo, que promete ser um marco da poesia contemporânea.

 

Desejo-vos um fim-de-semana cheio de inspiração e palavras.

Continuem a criar, a escrever e a apreciar a poesia e a literatura que nos cerca! Desejo-vos boas leituras e escritas!

 

E já sabem, às sextas-feiras temos encontro aqui neste canto da Cotovia e Companhia, com novas publicações.

Até breve, Pessoas!

Mafalda Carmona

23
Fev24

Eleições II

{considerações pessoais e desafio 1foto1texto}


Cotovia@mafalda.carmona

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(*)

E se...fosses um voto?

{Desafio 1foto1texto nº.21}

Olá, Pessoas! Novamente, eleições? Perguntais vós, e podeis perguntar. Eu vou respondendo que sim e não, pois até certo ponto há muita coisa, mesmo muita, que, podendo não se apresentar como política, o é.

Assim, permitam-me contar um episódio entre mim e o meu neto: fui injusta na minha avaliação e acusei-o de ter atirado com um pedaço enorme de plasticina, daquela meia peganhenta, para cima do meu Timy cão, que, até essa altura, estava sossegado na sua almofada tamanho XXL. Ora, podem antever o resultado; aquilo ficou agarrado ao pelo do meu mal disposto cão, que de sossegado passou a zangado. Quando eu olhei, e vi o neto mais velho (5 anos) a tentar arrancar a plasticina, avaliei mal e não percebi que estava a tentar resolver a situação. Injustamente, acusei a diligente criança de ser culpado por tudo, e por não ter ouvido as minhas recomendações para manter a plasticina e as actividades de expressão plástica-artística limitadas ao espaço da mesa "deles". Lá, tudo está preparado com as formas, rolos e moldes, além de um pano para evitar que a plasticina se espalhe por toda a casa e tapetes. O neto, parecendo um pequeno Dreyfus, olha para mim com muita calma e diz: "Foi o mano que atirou - é verdade, o neto mais novo arremessa tudo pelos ares e passa grande parte do tempo a correr pela casa gritando bola, bola...parece um pequenino mínimo, na verdade (2 anos) se no futuro for atleta de arremesso de disco não ficarei surpreendida - e eu estava a tirar." Perante isso, pedi desculpa, -ajudou o mais pequeno quando questionado se tinha sido ele, ter confirmado com um "tim"- disse-lhe que tinha avaliado mal e sido muito injusta, que deveria ter perguntado em vez de assumir que sabia o que se passara. Mais ainda, que estava muito penalizada, pois ele estava a tentar resolver a situação e a arcar com consequências, quando nem tinha sido ele o causador da "desgraça", e que talvez até eu devesse ser repreendida pelos meus maus comportamentos (uma espécie de medidas para me sancionar). Ao que me responde, "Devias sim, avó!" E eu, "Pronto, ok e o que vamos fazer agora? Mereço uma reprimenda (acho que usamos a palavra repreensão)? Não, não precisa, vou dar-te um abracinho." E pronto, podia ser pior, como ter de ir fazer um bolo mármore ou de iogurte, ou ir jogar futebol com eles, no que sou péssima.

Agora, na parte da política, e nomeadamente da geopolítica, deixo ao vosso critério transportarem esta situação para o nosso mundo actual, a debater-se em guerras várias, mas que, talvez, tenham todas a mesma origem.

E que, talvez, parte do que podemos fazer é zelar pela liberdade e democracia.

Entre outros mecanismos, as eleições são o momento de os cidadãos se manifestarem sobre que futuro querem. Um futuro que tem contornos, sonhos e medidas concretas que queremos ver implementadas. Por exemplo, políticas de educação que vão moldar o futuro das gerações vindouras, ou a decisão de apoio a políticas ambientais que determinarão se teremos um planeta global saudável ou em declínio. Para isso, há o programa dos partidos, um conjunto de medidas e propostas. Algum existirá mais próximo daquilo em que acreditamos ser a nossa perspectiva para a nossa vida e dos que nos rodeiam, do nosso país e governação. Porque a igualdade e fraternidade não são transversais, nem um dado adquirido; é necessária a sua manutenção. Cuidar do nosso jardim, o tal que poderemos ajudar a plantar para se juntar ao do nosso vizinho e ao dele, numa cadeia comunitária, passa por participar. Sem participação, o jardim definha, seja o comunitário, o individual, até o jardim global, que é a natureza.

Assim, dia 10 de Março, votemos!

Boa sexta-feira para todas vós, Pessoas! Bom fim-de-semana!

(*)P.S. Para vós, Pessoas, que no fim do post estais a perguntar a vós mesmas como a fotografia que acompanha o texto está relacionada com o mesmo, e com as eleições, posso dizer que é como o início deste postal, sou eu e não sou eu.

Então, a imagem em questão faz parte de um exercício poético no qual tive de dar corpo e texto para representar a expressão da minha voz poética. O texto é o mote do blogue da Cotovia (de minha autoria, tento fazer tudo com a prata da casa, assim não estou em incumprimento com o direito de autor): "Nascemos Poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo, sentir é o Mundo". No caso da imagem que me representa (suponho que poderia ter sido qualquer uma, não haveria necessidade de ser tão linear) foi feita com recurso a IA, de modo a responder a uma pergunta-desafio: "Dê um nome e uma imagem para caracterizar a sua voz poética (ou artística) , tendo em mente que essa imagem irá valorizar a sua escrita, bem como determinar aquilo que terá a dizer-lhe quando critica. (Tradução mais ou menos livre do original, como costume, não sou muito rigorosa nisto, o que importa é o espírito da coisa) :"Give your poetic voice a name and image, a character, having in mind that the image empowers you as a writer, and what it does say to you when it is critical".

Este exercício é feito com o intuito de nos chamar a atenção sobre a importância que tem a imagem, sobretudo a imagem que temos de nós mesmos, e o quão importante é para nos ajudar a atingir os objectivos, ou para os obstaculizar, nomeadamente quando é essa voz critica que nos norteia, ou desnorteia, no caminho que traçamos para a nossa vida, o nosso bem estar e a possibilidade de podermos desenvolver o nosso potencial.

Por fim, mas muito importante, na fotografia aqui apresentada, tal como na política, o que parece bom demais para ser verdade, geralmente... não é verdade, ou é uma meia-verdade. Por isso conhecer o que está em causa é a única forma de distinguir a verdade, e por isso é importante conhecer, realmente, os programas e os partidos, para se poder votar em consciência.

 

P.S.2 Para saberem mais sobre o desafio 1foto1texto, aqui fica a ligação para o blogue da Isabel , o  "Pessoas e Coisas da Vida".

Para verem os desafios anteriores da Cotovia:

E se... chovessem arco-íris? #1

E se... o mar fosse de tecido? #2

E se... as mesas falassem?#3

E se... a divisão não existisse?#4

E se... as letras andassem?#5

E se... fossemos sempre crianças?#6

E se... o tempo parasse?#7

E se... fossemos flores?#8

E se... a palavra tivesse dono?#9

E se... houvesse Paz?#10

E se... o Céu fosse uma prisão?#11

E se... fosses gato abandonado?#12

E se... a Vida fosse um jogo?#13

E se... a Alma for roubada?#14

E se... a Poesia fosse um jardim?#15

E se... fosses Outono?#16

E se... fosses Sol?#17

E se... fosses doce?#18

E se... fosses música?#19

E se... fosses orquídea?#20

Bom dia de sexta-feira, e um excelente fim-de-semana para todo(a)s!

Saúde, Paz e... Viva a Liberdade, a Poesia!

22
Jan24

Fotografar Palavras


Cotovia@mafalda.carmona

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Aldravia em Fotografia

{Projecto Fotografar Palavras de Paulo Kellerman, palavras Mafalda Carmona, fotografía Silvia Bernardino}

 

Olá Pessoas, boa segunda-feira!

 

Tenho uma notícia para vos dar e que foi um motivo de muita alegria para esta Cotovia.

Venho assim apresentar-vos um novo projecto no qual estou a participar, com poemas da minha autoria, todos eles publicados aqui inicialmente para vocês, neste espaço da Cotovia e Companhia em primeira asa, digo mão, do SapoBlogs, e que agora ganham nova vida no universo visual e poético de "Fotografar Palavras", um projeto fascinante concebido pelo Paulo Kellerman em 2016.

 

Neste cenário único e colaborativo, mais de 300 artistas de 32 países convergem para transformar palavras em imagens que transcendem a linguagem escrita. Cada fotografia é uma manifestação visual da visão única de um artista, criando um mosaico global de criatividade. Nesta experiência artística, onde as palavras vivem através das lentes de artistas e das suas fotografias, abrem-se caminhos para a exploração e a riqueza da expressão visual que vai para além das fronteiras linguísticas, daí as palavras serem também acompanhadas da tradução em inglês.

 

"Fotografar Palavras" é mais do que um projeto; é uma celebração da diversidade, criatividade e ligação global através da arte das palavras e a arte fotográfica, e é excelente participar num projecto que tem a perspectiva de tornar visíveis as palavras, as imagens, escritas e fotografias, espalhando a poesia, fotografia, e a arte por esse mundo fora.

 

O primeiro poema da Cotovia, que é uma Aldravia, foi fotografado pela artista Silvia Bernardino, que já integrou, entre outros artistas, a participação no projecto "Fotografar Palavras", com exposição destas interacções, entre outras iniciativas, aqui.

 

Esta minha participação é a publicação #4581 do projecto, e podem ver qual o resultado seguindo o link para a página oficial do "Fotografar Palavras", espero que gostem!

 

Para conhecerem melhor quem é o escritor Paulo Kellerman, fica aqui a ligação para um pequeno vídeo.

Boa semana a todas vós, Pessoas inspiradas e inspiradoras, obrigada por estarem por aqui!

20
Out23

Pedra é Perda

Desafio 1foto1texto #13


Cotovia@mafalda.carmona

 

Poema Tanka #13

E se... a vida fosse jogo?

**

Na vida esbatida,

Florescem os dedos trémulos,

Perda em frio jogo.

*

Stop, tesoura, papel, pedra,

Mão cega não nega fogo.

**

Mafalda Carmona

19.10.23 | hr. 21.01

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Para saber mais sobre este desafio 1foto1texto a ligação para o blogue da Isabel do blogue "Pessoas e Coisas da Vida".

Para ver os desafios anteriores da Cotovia:

E se... chovessem arco-íris? #1

E se... o mar fosse de tecido? #2

E se... as mesas falassem?#3

E se... a divisão não existisse?#4

E se... as letras andassem?#5

E se... fossemos sempre crianças?#6

E se... o tempo parasse?#7

E se... fossemos flores?#8

E se... a palavra tivesse dono?#9

E se... houvesse Paz?#10

E se... o Céu fosse uma prisão?#11

E se... fosses gato abandonado?#12

 

P.S.

 

Partilho aqui em separado a última gravação que aparece na partilha das imagens que acompanham o desafio de hoje, o poema Tanka, "Pedra é Perda" em resposta à questão: " E se... a vida fosse jogo?".
Podem perguntar porque faço questão de publicar exactamente este frame em separado?


E eu respondo:
Porque apesar de vos poder parecer que a gravação está com efeitos especiais, a realidade é que não tem nenhum efeito especial, e as perturbações na imagem,(neste caso parece que a flor está a ser abanada até desaparecer entre as pedras ao seu redor), é coisa recorrente quando faço vídeos neste local, o Cabo Espichel.


Se alguma de vós, Pessoas, aves raras, aves despassaradas, gatos, aliens, e quem mais aqui veio "avoar" esclarecer este mistério, ali em baixo nos comentários, a Cotovia e eu agradecemos e ficaremos super contentes!


Entretanto, desejo a todos uma resto de boa tarde de sexta-feira, bom fim-de-semana!

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{Cotovia} em Colectânea

Sinopse A Coletânea “ERA UMA VEZ…ALENTEJO” é uma obra que inclui poemas, fotografias, ou obras artísticas originais cujo tema e foco principal seja o Alentejo, e está abrangida no projeto europeu “Antologias Digitais”. Tendo a cidade de Évora sido recentemente nomeada Capital Europeia da Cultura 2027, faz todo o sentido homenagear não só a cidade como também toda a beleza circundante e riqueza cultural da região, e observar as maneiras como estas inspiram as pessoas de vários pontos do globo. Autor: Vários Formato: pdf Edição: 08.05.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado; Vítor Pisco Editora Recanto das LetrasBaixar e-book

{Cotovia} em Antologia

Sinopse Aquilo que temos vindo a testemunhar desde 20 de fevereiro de 2022, provoca em nós sentimentos complexos, melhor expressados através da arte. Esta antologia recolhe estes sentimentos, e distribui-os para quem neles se reconforta e revê. Para o povo ucraniano, fica a mensagem de acolhimento, não só em tempos de crise, mas sempre. Porque é difícil expressar a empatia por palavras, mas aqui fica uma tentativa, por 32 autores, nacionais e internacionais. Autor: Instituto Cultural de Évora Formato: pdf Edição: 14.08.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado Editora Recanto das Letras

{Apoio à Vítima}

A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais. É uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma qualificada e humanizada, vítimas de crimes através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h). Aquando de um crime, muitas pessoas, para além da vítima directa, serão afectadas directa ou indirectamente pelo crime, tais como familiares, amigos, colegas. A APAV existe para apoiar. Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.

{Notícias Sobre a Ucrânia}

A UE condena com a maior veemência a agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia. Trata-se de uma violação flagrante do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Apelamos à Rússia para que cesse imediata e incondicionalmente todas as hostilidades, retire o seu pessoal militar e equipamento de todo o território da Ucrânia, no pleno respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. A UE apoia os princípios e objetivos fundamentais da fórmula de paz da Ucrânia enquanto via legítima e credível rumo a uma paz global, justa e duradoura.
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