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{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

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{Cotovia} e Companhia

13
Out23

Gato

Desafio 1foto1texto


Cotovia@mafalda.carmona

IMG_20231012_150557.jpg

Poema Tanka #12

E se... fosses gato abandonado?

**

Estranho destino,
Da linha escorregadia,
É chão sem beleza.

*

Na desesperança nua,
Qual a flor que se revolta?

****

Mafalda Carmona

12.10.23 | hr. 19:46

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{Fotografias do meu amigo patudo, o Sushi que não gosta muito de ser modelo fotográfico, mas é muito curioso , como convém, e a fazer jus à sua fama de gato, para além disso sabe contar e também miar pela noite fora, e de madrugada, e basicamente a toda a hora, não é esquisito quando está de feição reclamadora ou miadora. Foi abandonado por humanos e pela própria mãe, tem 11 anos e gosta muito da sua família humana, e nós dele.}

Para saber mais sobre este desafio 1foto1texto a ligação para o blogue da Isabel do blogue "Pessoas e Coisas da Vida".

Para ver os desafios anteriores da Cotovia:

E se... chovessem arco-íris? #1

E se... o mar fosse de tecido? #2

E se... as mesas falassem?#3

E se... a divisão não existisse?#4

E se... as letras andassem?#5

E se... fossemos sempre crianças?#6

E se... o tempo parasse?#7

E se... fossemos flores?#8

E se... a palavra tivesse dono?#9

E se... houvesse Paz?#10

E se... o Céu fosse uma prisão?#11

25
Set23

Soneto Inocente

{Soneto Hendecassilábico}


Cotovia@mafalda.carmona

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Bom dia Pessoas!

  • Nesta segunda-feira, a primeira desta semana, e também ela, a primeira, do Outono, partilho convosco um Soneto, no qual, tal como neste outono, com semelhança a um verão tardio, as aparências iludem, ou as iludências aparudem... a acompanhá-lo uma foto também ela com iludências... perdão, aparências que iludem, e podem ver a versão original em @_carmona.ph_ no perfil da sua autora, Raquel Carmona.

Espero que gostem, boa semana, bom outono!

 

Soneto Inocente 

**

Aproximas-te e o teu olhar delata-te,
Regozijas em ver a ferida recente.
A opereta em ocaso iridiscente,
Esconde a tesoura baça de alfaiate.

*

Sei que, rente, vais cortar as minhas asas,
Como gato que arranha cetim brilhante.
A luz escura d'aragem, embriagante,
É gambiarra fumegante nas casas.

*

Um roçagar breve na porta e avanças,
Rasgo indiferente surge de rompante,
Num fio pesado que cresce e trespassa.

*

Enquanto o tecido esticado amordaça,
Um pedido nasce na viela distante,
"Noite... Termina a caça... Sou tão-só traça."

**

Mafalda Carmona

24.09.23 | hr. 16:45

(vr. 10 edit. 25.09.23)

04
Dez22

Ikigai, kintsugi...


Cotovia@mafalda.carmona

Caracteres com pincel, sumi-e, wabi-sabi, outras filosofias japonesas, Mário Augusto e o Natal

  • Poderia pensar-se que entre todas estas coisas, ou imaterialidades culturais, vindas do Japão, Mário Augusto e o Natal, nada há em comum. Isto porque Portugal e o Japão estão em meridianos culturais e geográficos praticamente opostos, coisa facilmente observável no globo terrestre oferecido ao neto A. pela Madrinha. No entanto, partilham, dizem alguns, o "arigato", não um gato mas um obrigado adaptado e importado, e, pelo menos em parte do território, também partilham geograficamente o mesmo paralelo.

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Quanto ao Natal lá chegaremos, e no caso do Mário Augusto, jornalista com uma experiência de bondade e humanidade, com nome que rima com Homem Justo, faz de paralelo, muito provavelmente em ressonância da sua verticalidade e retidão:

Estabelece uma ponte entre o sol nascente a oriente e o nosso cantinho a ocidente, transportando isso mesmo, uma luz, inesperada, sobre o kintsugi, mostrando uma nova perspetiva sobre a teoria do kintsugi, ou antes, revirou o conceito e apresentou-o de trás para a frente.

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O Mário Augusto desconhece o furor causado nesta sua fã, para escrever voando, e com grande afã este monólogo da Cotovia, quando li o texto que acompanha a fotografia, a preto e branco intencional, das suas duas Pessoas, a Paula e a Rita, que são "As miúdas cá de casa", publicado no passado dia 14 de Novembro de 2022.

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Li e pensei, "esta teoria do puzzle humano é brilhante". Também não sei se o Mário Augusto, pese embora toda a admiração desta Cotovia, ficaria contente se para aqui aparecesse a transcrição na integra do texto ( para desagrado deve ser suficiente estar a referir o seu nome inúmeras vezes...) por isso deixo o link para lerem em primeira mão, a fotografia linda das suas lindas miúdas e um recorte parcial do texto, enquanto partilho o resultado das minhas reflexões e significados.

Primeiro o link do Mário Augusto, como gosta por vezes de assinar o MA., aqui.

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Agora o "link", ou ligação, entre o kintsugi e o puzzle humano:

Começo pelo kintsugi, irei tentar chegar a um conceito ou definição, e, desta vez, ao contrário da definição da Cotovia sobre Autor, onde antes do resultado final vos indiquei quais as pesquisas feitas, vou diretamente, e para descanso de todas as Pessoas seguidoras da Cotovia e Companhia (no dia de hoje 145, bem-vindas novas 30 Pessoas!), para a definição:

No kintsugi o início é um todo, o todo tem consciência do todo, há uma alteração súbita do estado, se estava inteiro deixa de o estar, e o todo é desmembrado em várias partes. Se estava separado pode ver-se obrigado a estar uno, seja qual for o caso, há uma alteração, o que era deixa de ser, normalmente por circunstâncias externas de extrema violência.

Com o kintsugi esse estado anterior é recuperado, eventualmente a forma recupera a sua unicidade no sentido da individualidade, e inclusive poderá não ser visível para todos, o que importa é o processo pelo qual essa recuperação é possível: seja física seja emocionalmente é feito com esmero, cuidado, com amor sem limite, seja de Pessoa conhecida ou de desconhecida, para recuperar a forma original. Para o todo, e para sempre, ficam visíveis (mesmo se invisíveis ao olhar superficial) as marcas deste processo, cicatrizes, como memória do estado inicial e da dedicação necessária para vencer as adversidades, normalmente as ligadas ao fim, também da perda, própria ou alheia, das mudanças trágicas e também das transformações.

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Kintsugi link Wikipédia

Na teoria do 'puzzle humano', ou o 'puzzle do ser', (não tenho, ainda, a designação justa, correta)... cada um de nós nasce com o kit puzzle Pessoa. Esse kit pode ser influenciado pela genética é certo, pelo meio, pela sociedade, pelo país onde se nasce... e... pela aleatoriedade, a sorte e azar, destino ou desígnio, o inexplicável, o imponderável, o Deus ou o que seja, que faz com que esse puzzle seja o nosso e o de mais ninguém. Uma coisa é certa, nem o escolhemos nem ninguém o escolhe por nós...

Acontece. Temos de viver com ele.

Nesta teoria, nascemos em peças, em partes dispersas e vamos vivendo a nossa vida com a missão de as reunir e organizar até termos a imagem, de nós mesmos, completa. Se nesta teoria existe um certo determinismo, existe também a noção de que o puzzle pode ser passível de ser completado ou de ficarem peças por preencher, em falta ou em lugar onde não fazem sentido. Para alguns o puzzle apresentado tem maior complexidade, outras será mais simples. Idealmente, todas as Pessoas deveriam ter a possibilidade de completar o seu puzzle para formar a imagem mais brilhante e radiosa de si mesmas.

Se depois disto não ficaram intrigadas ou pelo menos curiosas de ir espreitar a página do Mário Augusto, Pessoas, tenho a dizer que sois possuidoras de um "sangue frio" , sang-froi ou cold blood, de tal ordem que devereis ser capazes de escutar a música de Michael Kiwanuka, cold little heart, ininterruptamente sem pestanejar.

link YouTube Michael Kiwanuka

Nesse caso existe uma real probabilidade de já não estarem a ler este monólogo a esta altura, e terem ido fazer uma cena qualquer ao género de James Bond 007. Caso contrário, e aqui permanecerem, e, além disso terem lido o texto de MA, assim como este, prossigo:

Muitas vezes, provavelmente na maioria, "as miúdas cá de casa", "as miúdas lá de casa" ou " as miúdas seja de que casa forem", precisam mesmo de uma ajuda, de um apoio. Por vezes a vergonha impede-as de pedir essa ajuda, por vezes pedem essa ajuda tarde demais, por vezes tem de ser os outros a pedir ajuda por elas. Muitas outras, como no caso do MA, até existem mecanismos legais do lado de lá, para ajudar as miúdas do lado de cá, mas essa tão necessária ajuda, neste caso com o nome de "apoio", não chega ou tarda em chegar, e o puzzle vai ficando com peças perdidas, cuja importância é vital para a integridade, saúde, bem estar, recuperação, e manutenção do puzzle do Ser.

Noutros casos, frequentes quando quem vence as barreiras da vergonha e do desespero, pede ajuda ou apoio, é humilhada e desvalorizada, em última análise, "não está a morrer", "todos temos os nossos problemas"... e a famigerada frase "não sou a santa casa da misericórdia".

Em qualquer caso, com ou sem ajuda, o que acontece é que serão sempre "as miúdas cá de casa" para os seus pais, mães, tias e tios, irmãos, avós. Devagar, sem deixarem de ser "as miúdas" para as suas famílias, para o mundo exterior, passam a ser "as mulheres cá de casa".

Uma casa que, de acordo com a lei da vida, em todos os casos, se vai esvaziando, se vai tornando órfã, e finalmente fica a sós consigo mesma. Se nessa altura retirarmos a acentuação da palavra sós, ficamos com um grande SOS, o pedido de ajuda mais universal, impossível de ignorar.

E, passo a citar uma Pessoa Amiga, das que respondem mesmo aos sinais de SOS, sejam eles mais impercetíveis, em Morse, diretos ou indiretos, daquelas Pessoas que não olham para o lado nem seguem em frente indiferentes às dificuldades que as cercam:

"No mar das palavras, todos somos pescadores."

Existirão várias interpretações para esta afirmação: por um lado significa a possibilidade de escolher que tipo de pescador somos pela escolha das palavras, sejam de diálogo, de partilha, de conforto, de ajuda, de apoio, por vezes de denúncia... basicamente numa adaptação de um provérbio "diz-me as palavras com as quais vives, e direi quem és".

Por outro, significa também a inutilidade das palavras contra a inércia da resolução dos problemas que só o dinheiro resolve, e nestes casos, torna banais quaisquer palavras ou citações.

Finalmente, não por ser Natal, mas porque... é sempre uma boa altura para nos ajudarmos uns aos outros.

Em comum, o grande sorriso das fotografias que aqui partilhei da Paula da Rita e da Carolina Lucas, sobretudo, o brilho no olhar.

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Fica uma pergunta para vós Pessoas, as da Companhia da Cotovia e as que tiverem encontrado este post nos seus voos neste imenso mar de palavras, videos, fotos textos da internet, teremos nós a possibilidade de termos, ou ajudar outras Pessoas, a terem um sorriso igual? Por vezes a melhor forma de o conseguirmos é através da ajuda, a nós mesmos e aos outros.

E é aqui que chegamos à parte do Natal, pois a Carolina tem até ao início de Janeiro para reunir o valor necessário para os ciclos de fisioterapia anuais que tem necessidade de fazer, e seria uma boa prenda de Natal para a Carolina se conseguisse as contribuições necessárias?

Vamos ajudar?

Para poderem pensar sobre o assunto, fica a partilha do link do testemunho da tia Carla num programa de televisão nacional para conhecerem um pouco melhor a Carolina, e também o link para a página no Facebook da Carolina Lucas, decidam se podem, e com que valor, ajudar esta família.

Arigatō, Hitobito! Merīkusimasu!

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13
Out22

As sete vidas do gato e de Saramago...


Cotovia@mafalda.carmona

Ou como todos podemos ter 7 vidas com passado, presente e futuro... 

  • Desta vez o Génio (o tal que é uma figura imaginária da Cotovia) diz: "-Estou no passado, sei o que foi mas não o que será. Não precisas de mim, encontra a tua vida, vive, aprende com ela no presente antes de se tornar passado, é só o que tens para o futuro." completa o génio já na porta de saída.

Ou, ainda, como diria a professora de ioga da autora do romance "As flores perdidas de Alice Hart", e que este mês publicou o romance "The 7 Skins of Esther Wilding", a australiana Holly Ringland:

"É uma prática." Adrienne, a minha professora de ioga, explica:

"encontra aquilo que te faz sentir bem, procura as coisas que trazem conforto, como quando eramos crianças."

Podem seguir este link para ler o primeiro capítulo em inglês, única versão por agora, deste novo romance de Ringland.

Também este mês de outubro, foi publicada a biografia "As 7 vidas de Saramago", da editora Companhia das Letras, do ensaista Miguel Real e da encenadora Filomena Oliveira.

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"It's a practice". Adrienne, my internet yoga teacher, has taught me: "find what feels good. Seek out the things that brings us confort, like when we were kids". Holly Ringland

Portanto esta questão das 7 vidas, e da ideia de transformação a ela associada, parece fazer parte do imaginário de autores e também do chamado "imaginário comum" e reflete a realidade de todos termos diferentes fases, ou vidas, no tempo de duração da nossa, única, vida.

Porque todos somos únicos. E todos temos vidas partilhadas. Dentro delas mesmas e com as vidas de quem nos cerca e, numa escala mais alargada, com o mundo.

No passado ano de 2018 comecei este sítio da Cotovia e Companhia.

Não é nem uma atividade única, nem sou a única "Cotovia" a fazer este voo. Haverá tantas, que todas juntas fazem uma enorme nuvem em movimento, ou são elas mesmas um movimento. Mas a forma como cada uma se apresenta está relacionada apenas com a perspetiva pessoal, e, essa é, única.

De 2018, chegamos a 2022 e há, ainda, nas minhas Pessoas, algumas que só recentemente repararam que a "Pessoa" Cotovia existia (tivemos todos a medalha de ouro ex aequo na prova de atribuição da distração, e registamos a informação um bocado tarde e más horas) e resolveram questionar-me sobre o porquê de iniciar um Blog, a que chamam "essa tua coisa onde escreves", e a utilidade de dedicar tempo e investimento para fazer este caminho de entre outros, em teoria, ao meu dispor.


O post de hoje é para fazer esse esclarecimento:


Na primeira publicação, ou post, alinhavei os motivos, objetivos e porquês, achei eu, que, quando as pessoas aterrassem aqui, seriam claros. Afinal parece que não. Mas os objetivos são os mesmos desse post. No entanto algo mudou. Porque algo sempre muda. O tempo é agora outro, não parece muito distante, mas com efeito é distante o suficiente para me permitir, além de esclarecer as minhas Pessoas, fazer um balanço.


Vamos lá.


Este é um espaço meu, continua a se-lo, onde me sinto segura e confortável, onde posso refletir sobre as minhas coisas, sejam os pensamentos, aquilo de que gosto, quero ou sinto.

Para registar essas reflexões na forma de um texto a ser publicado, (mesmo se com falhas na pontuação e com interrupções na narrativa para notas e pensamentos dentro de outros pensamentos, as dificuldades com o A.O., e por vezes os esforços frustrados para não cair no estereotipo, no óbvio, e ir para além dele), tenho de organizar as ideias para as apresentar às 115 Pessoas que me seguem no Facebook e às 12 Pessoas através do Sapo.

Assim que ficam registadas dão-me a oportunidade de lá voltar e ver o meu passado, o presente e sobretudo libertam espaço mental para planear o futuro.

É uma espécie de "arrumar a casa" se pensarmos na casa como o nosso espaço mental.

O modo como me apresento é o mais parecido com o que sou, neste momento, e isso é muito importante para mim porque preciso reconhecer-me no que escrevo, caso contrário não me é útil, não me serve, não é uma "roupa" adequada mas sim um transtorno, e assim, aquilo que aqui fica faz parte de mim.

Resulta do processo de auto-conhecimento como uma ferramenta de construir, hoje, um dia de amanhã que esteja de acordo com o meu futuro eu.


Além disso, como sou única responsável pela escolha dos temas sobre os quais escrevo, posso falar do que quiser, da arte, do tempo, da cozinha, das cidades, das mudanças e permanências, das estações e ir encadeando os assuntos uns nos outros, relacionando e trazendo novos dados de informação de umas áreas para as outras. Isso dá-me a possibilidade de chegar a conclusões diferentes, ideias novas ( ou descobrimentos, o que na prática tem o mesmo efeito) e de as assimilar sem grande esforço.

A capacidade de cumprir objetivos assumidos publicamente, é, também, um incentivo positivo para outras áreas da minha vida.


Portanto a importância e sentido de existência deste sítio é, por um lado, um lugar onde encontro conforto, partilha, tranquilidade, auto-expressão, capacidade, aptidão e uma sensação de liberdade, e, por outro, o propósito de participar na vida das Pessoas que me leem, na esperança de a minha experiência ser de alguma utilidade para elas, e quando chegam ao "Cotovia e Companhia", eventualmente, pensarem:

"E se eu começar um sítio assim?"


Se uma única coisa resultar daqui, que essa coisa seja incentivar o aparecimento de mais blogs onde as Pessoas partilhem as suas experiências de vida, histórias, tradições, sonhos, objetivos, conhecimento, dúvidas, questões e positivismo, para lhes ser útil no seu percurso e benéfico para aqueles que as vão ler e conhecer.

Porque acredito que o humanismo faz parte da vida social e cívica, que só podemos atingir o potencial social pleno, e contribuir de forma positiva para o mundo, através do desenvolvimento do potencial individual.

E este pode ser um meio de auto-expressão fantástico para nos ajudar a encontrar a capacidade dentro de nós de concretizar aquela versão de nós mesmos onde nos sentimos bem, tranquilos dentro da nossa pele. Aquela versão que não faça da nossa vida um capítulo da "Guerra e Paz", que não seja uma luta, mas sim um descobrimento e um desenvolvimento.

Nem mais Pessoa, nem menos Pessoa, nem melhor Pessoa, nem pior Pessoa, mas A Pessoa. A Pessoa que se pode e se quer ser.


E é isto Pessoas.
Se já têm um blog pessoal ou se resolverem fazer um, deixem o link aqui nos comentários para nos conhecermos todos melhor.


Boa 6a feira, bom fim de semana e sejam felizes! 

P.S.

Por estes tempos leio o romance de José Luís Peixoto,  Autobiografia, da editora Quetzal. 

Deixo aqui a definição apresentada pela editora para a escolha do nome:

Quetzal: Ave trepadora da América Central, que morre quando privada da liberdade; raiz e origem de Quetzalcoalt (serpente emplumada com penas de quetzal), divindade dos Toltecas, cuja alma, segundo reza a lenda, teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã. 

P.S.#2

Também neste romance, em que Peixoto transforma Saramago em personagem, o prefácio é uma citação do Nobel da Literatura, retirada dos Cadernos de Lanzarote:

Um dia escrevi que tudo é autobiografia, que a vida de cada um de nós a estamos contando em tudo quanto fazemos e dizemos, nos gestos, na maneira como nos sentamos, como andamos e olhamos, como viramos a cabeça ou apanhamos um objeto do chão. Queria eu dizer então que, vivendo rodeados de sinais, nós próprios somos um sistema de sinais. Seja como for, que os leitores se tranquilizem: este Narciso que hoje se contempla na água desfará, amanhã, com sua própria mão, a imagem que o contempla.

 

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{Cotovia} em Colectânea

Sinopse A Coletânea “ERA UMA VEZ…ALENTEJO” é uma obra que inclui poemas, fotografias, ou obras artísticas originais cujo tema e foco principal seja o Alentejo, e está abrangida no projeto europeu “Antologias Digitais”. Tendo a cidade de Évora sido recentemente nomeada Capital Europeia da Cultura 2027, faz todo o sentido homenagear não só a cidade como também toda a beleza circundante e riqueza cultural da região, e observar as maneiras como estas inspiram as pessoas de vários pontos do globo. Autor: Vários Formato: pdf Edição: 08.05.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado; Vítor Pisco Editora Recanto das LetrasBaixar e-book

{Cotovia} em Antologia

Sinopse Aquilo que temos vindo a testemunhar desde 20 de fevereiro de 2022, provoca em nós sentimentos complexos, melhor expressados através da arte. Esta antologia recolhe estes sentimentos, e distribui-os para quem neles se reconforta e revê. Para o povo ucraniano, fica a mensagem de acolhimento, não só em tempos de crise, mas sempre. Porque é difícil expressar a empatia por palavras, mas aqui fica uma tentativa, por 32 autores, nacionais e internacionais. Autor: Instituto Cultural de Évora Formato: pdf Edição: 14.08.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado Editora Recanto das Letras

{Apoio à Vítima}

A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais. É uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma qualificada e humanizada, vítimas de crimes através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h). Aquando de um crime, muitas pessoas, para além da vítima directa, serão afectadas directa ou indirectamente pelo crime, tais como familiares, amigos, colegas. A APAV existe para apoiar. Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.

{Notícias Sobre a Ucrânia}

A UE condena com a maior veemência a agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia. Trata-se de uma violação flagrante do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Apelamos à Rússia para que cesse imediata e incondicionalmente todas as hostilidades, retire o seu pessoal militar e equipamento de todo o território da Ucrânia, no pleno respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. A UE apoia os princípios e objetivos fundamentais da fórmula de paz da Ucrânia enquanto via legítima e credível rumo a uma paz global, justa e duradoura.
Em destaque no SAPO Blogs
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