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{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

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{Cotovia} e Companhia

28
Ago23

Flores de Areia

{Fotografia e Soneto Hendecassílabo}


Cotovia@mafalda.carmona

FB_IMG_1693189075453.jpg

 

(1) Flores de Areia

**

Cobre o teu rasto impassível e inerte,

Corre rápido o compasso outrora teu.

Apaga o caminho que Deus não concedeu,

Marca o tempo entre o fado e a triste sorte.

*

Já não está em ti mas solta no vento,

Saudade ao longo da praia se estende,

Deserto em glória que não se entende,

Na memória que embala o desalento.

*

O pranto mudo foi teu direito, sim,

Recebido em sina de dias contados,

No silêncio entre o princípio e o fim.

*

Lágrimas decalcadas em quente amor,

A tua coroa é flor de outras campas,

Descanso partilhado em eterna dor.

**

Mafalda Carmona

28.08.23 | hr. 07:15

(1) Fotografia de Mafalda Carmona, Lagoa de Albufeira, Sesimbra, 30.09.22

16
Abr23

Los Angeles

Poema {@mafalda.carmona}


Cotovia@mafalda.carmona

Screenshot_2023-04-16-12-47-05-403-edit_com.androi

*

Os Anjos

 

Sim, eu creio em Anjos, Santas e Santos

Que em orações fazem a sua passagem,

Descalços caminham nesta engrenagem

De vidas em aberto e sonhos desfeitos.

 

Levam nos pés nus mágoas perfeitas

Filhas, filhos, mães, pais e avós perdidos,

Que morreram sós, sem serem ouvidos,

Em brutas lutas e humanas maleitas.

 

Vítimas de uma terra onde são traídos,

Sopram lágrimas nas faces da guerra,

Florescem nos campos dos corpos caídos.

 

Na ausência se fazem mais presentes,

E velam o sono de quem não esquece,

O quente e manso olhar dos inocentes.

 

Mafalda Carmona 16/04/23

*Imagem pintura "Anjo Caído" de Alexandre Cabanel

 

P.S.

Aqui fica também, como parte desta aprendizagem poética, a escansão do poema. Apresenta uma irregularidade no 6º verso, mas por mais que quisesse não consegui corrigir a métrica sem perder parte dos nomeados, por isso assim fica, pois não quis por nem "gerações" nem "antepassados".

Trata-se de uma captura do ecran do telemóvel, não estranhem o fundo em preto, é como tenho configurado o monitor, muitos anos a trabalhar em Auto Cad deixam tiques.

Quanto ao escandir, não tenho certezas, tenho muitas dúvidas, mas quando escrevi o poema foi esta a divisão silábica poética que me pareceu certa. 

Screenshot_2023-04-16-17-46-29-113-edit_com.miui.n

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P.S.#2

As coisas na vida por vezes tem sintonias que nos surpreendem... Embora com os anos a passar cada vez faça mais sentido as sentirmos com as Pessoas que são nossas amigas, mesmo à distância pois para se ser amigo não é preciso nenhum outro sentir senão o ser, mais do que o estar fisicamente.

Ontem fiquei a saber que a minha amiga americana sofreu uma trágica perda de um familiar muito jovem, o seu sobrinho.

Fiquei muito abalada, mais ainda porque apesar do seu sofrimento, dedicou o seu tempo, generosa como sempre, para deixar um comentário de incentivo, na partilha do dueto que fiz aqui e no Facebook.

Assim hoje este poema, que espero encontre a minha amiga Mimzelle Ottoboni bem, foi escrito em reconhecimento e gratidão pela sua amizade.

Obrigada Mimi.🙏❤️

 

 

16
Mar23

Memória

Homenagem aos que partiram


Cotovia@mafalda.carmona

Homenagem aos que partiram

  • Olá bom dia! Este post de Hoje é o resultado da leitura das várias publicações dos blogs do Sapo de que sou seguidora, com referência, pelo título, ao da Maria Soares, "Narrativas", nomeadamente, "Memórias", e das conversas, troca de ideias, comentários, sugestões e feedback dos leitores Amigos e seguidores do meu blog Cotovia e Companhia. (nota: em outubro 2023: o blog referido deixou de estar disponível por a sua autora o ter tornado privado).


Com este texto, e em meu nome, Mafalda Carmona (Cotovia) desejo partilhar partes da minha vida, e de quem sou, com honestidade, sem deixar de reconhecer que nem sempre foram momentos fáceis. Ao fazer isso, espero que estas experiências possam de alguma forma contribuir para o bem-estar e alegria de outras Pessoas. O único objetivo é ser parte desta comunidade do Sapo Blogs, que tão bem me acolhe, em que as pessoas se ajudam mutuamente, sem procurarem destaque ou superioridade.

 

Sempre ouvi dizer que "As pessoas felizes não tem história." Embora compreendendo o sentido da frase, permiti-me, insistente, acrescentar uma observação: "Quem também não tem história é quem não tem memória."

Ao longo do tempo, por opção, tentei, e falhei nessa tentativa, não ter história pela vontade maior de ser feliz. Nessa troca, ou pacto, o anonimato é um alívio, ser apenas mais uma na multidão, uma paixão frustrada, porque, vida cruel, não se faz só, mas acompanhada, e nem sempre pela felicidade.

Na fase dois, a estratégia foi apelar para a entrada em cena da memória, ou falta dela, para alcançar essa felicidade: esquecer, obliterar, compartimentar. No rescaldo, verifico a quantidade de momentos felizes, agarrados por um cordão umbilical, que se esvaem no não lugar da não memória, um agonizante "fade in" na densa neblina de éter do indesejado.

A fase três, foi dedicada a recuperar a memória, dos outros, dos lugares, idades, cheiros, aventuras e desventuras. Perceber e receber a alegria, a tranquilidade, o benefício da saúde.

Reconhecer que não se é feliz o tempo todo. Há momentos de tristeza, que tal como a felicidade e a alegria, são independentes da vontade, estão no reino da emoção, do sentir. E, quando estão, quando aparecem, é para aceitar, sem nada excluir. Com razão e sentir, viver.

Viver na dança eterna entre a lógica e a emoção.

Assim, em 3 passos, um ana-ni ana-não, ficas tu e eu não, entre a memória e a aceitação, no caminho da felicidade, cheguei a uma placa que diz:


"Felicidade é S.A.R.A.R. - Saudar, aceitar, respirar, avançar, repetir."

Como canto, poisa uma Cotovia a dar as boas vindas a um novo dia. Cumpridora, levanta voo logo que lhe tocam os primeiros raios aurores, vertiginosa sobe até ser apenas um ponto nos pontos das fases da vida.

Com encanto, pares de olhos de pestanas compridas, das crianças de antes e de agora, em comum os corações ternurentos e ávidos de sentir, despreocupadas, brincam sobre um Sol que nasce para a ventura da Liberdade.

Fecho os olhos e sinto o conforto da resistência, no registo das memórias futuras presentes nestes momentos felizes, para que não escapem, novamente, instáveis fios de seda finos e escorregadios. Agarro-as, queridas pedras fixas, umas redondas, outras meio partidas, para as por nas prateleiras de vidro, guardo-as no grande armário das Felicidades, sem chaves para fechar portas nem janelas, ficam à mão de semear, para quem interessar.

 

Beijinhos e abraços de asas a todas vós Pessoas, espero que gostem! Agora vou ali à Biblioteca Municipal dar boleia a mais 5 amigos de asas, para residirem aqui no ninho na próxima quinzena. Amanhã apresento-os!
Boa quinta-feira a todos, dia feliz!

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Serra da Estrela fotografia de Mafalda Carmona 

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{Cotovia} em Colectânea

Sinopse A Coletânea “ERA UMA VEZ…ALENTEJO” é uma obra que inclui poemas, fotografias, ou obras artísticas originais cujo tema e foco principal seja o Alentejo, e está abrangida no projeto europeu “Antologias Digitais”. Tendo a cidade de Évora sido recentemente nomeada Capital Europeia da Cultura 2027, faz todo o sentido homenagear não só a cidade como também toda a beleza circundante e riqueza cultural da região, e observar as maneiras como estas inspiram as pessoas de vários pontos do globo. Autor: Vários Formato: pdf Edição: 08.05.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado; Vítor Pisco Editora Recanto das LetrasBaixar e-book

{Cotovia} em Antologia

Sinopse Aquilo que temos vindo a testemunhar desde 20 de fevereiro de 2022, provoca em nós sentimentos complexos, melhor expressados através da arte. Esta antologia recolhe estes sentimentos, e distribui-os para quem neles se reconforta e revê. Para o povo ucraniano, fica a mensagem de acolhimento, não só em tempos de crise, mas sempre. Porque é difícil expressar a empatia por palavras, mas aqui fica uma tentativa, por 32 autores, nacionais e internacionais. Autor: Instituto Cultural de Évora Formato: pdf Edição: 14.08.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado Editora Recanto das Letras

{Apoio à Vítima}

A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais. É uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma qualificada e humanizada, vítimas de crimes através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h). Aquando de um crime, muitas pessoas, para além da vítima directa, serão afectadas directa ou indirectamente pelo crime, tais como familiares, amigos, colegas. A APAV existe para apoiar. Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.

{Notícias Sobre a Ucrânia}

A UE condena com a maior veemência a agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia. Trata-se de uma violação flagrante do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Apelamos à Rússia para que cesse imediata e incondicionalmente todas as hostilidades, retire o seu pessoal militar e equipamento de todo o território da Ucrânia, no pleno respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. A UE apoia os princípios e objetivos fundamentais da fórmula de paz da Ucrânia enquanto via legítima e credível rumo a uma paz global, justa e duradoura.
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