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{Cotovia} e Companhia

Olá Pessoas! Bem-vindas ao blogue da Cotovia onde (m)ando {cotovia}ando! Sigam a cor deste vôo: "Nascemos poetas, só é preciso lembrá-lo. Saber é quase tudo. Sentir é o Mundo." @mafalda.carmona

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{Cotovia} e Companhia

09
Fev23

Nossa Senhora da meia-lua


Cotovia@mafalda.carmona

Ou a diferença entre o copo meio-cheio ou meio vazio

  • Hoje, ontem e, esperemos que amanhã, haverá sempre uma parte da humanidade, esperemos que a maioria, a mostrar a bondade, solidariedade e a confortar nos momentos mais tristes e difíceis. Apesar dos tempos de tragédia que atravessamos, vão havendo momentos de esperança e através deles poderemos ganhar a força para apaziguar a revolta e a incompreensão.


Sei que por vezes aquilo que publico e escrevo no Facebook e na plataforma do Sapo tem humores intermitentes, umas vezes mais agrestes, outras mais apaziguados, ou mais alegres e humorados... Outras nem por isso, mas é com boa vontade e enorme entusiasmo, ou afã, que sempre que possível aqui estou a dizer, presente!

FB_IMG_1675936374219.jpg

Para esse apaziguar de sentimentos expressos em palavras em muito contribuem felizes encontros como a ROMI, a Maribel, a esquisita, o Zé Onofre, a Beatriz Costa, o Cúmplice do Tempo, a T. , o Merlo entre tantas outras Pessoas a quem agradeço as suas escritas em palavras e frases que fazem muito sentido e a diferença entre um dia normal e um dia especial.

E na sequência do espírito das palavras do António Feio, de não deixar nada por fazer, nem nada por dizer, quero deixar palavras de agradecimento.

Obrigada a todos eles e a cada uma de vós Pessoas, no Sapo e também as do Facebook que contribuem com as suas criações para fazer os dias mais luminosos como o Joao Pata - Photography , o Joaquim Gil dos Gigantes do Nada , a Sara Farinha , a Mariana Luz - Vida Ilustrada , o Mário Augusto, o Samuel Pimenta, e tantas outras Pessoas bem como todas as Pessoas que seguem a página da Cotovia e Companhia ou mesmo não seguindo por aqui passam.

E, para o dia de hoje, que se prevê de alguns aguaceiros, para relembrar que o sol anda por aí, deixo-vos uma lengalenga que me contava a minha mãe e a minha avó materna O.:

"Está a chover e a fazer sol,
E as bruxas a comer pão mole.
Nossa Senhora da Conceição
Faça sol e chuva não.
Nossa Senhora da meia-lua,
Faça sol para eu ir para a rua.
Nossa Senhora da Atalaia,
Faça sol para eu ir para a praia!"

 

Que este sol seja também o da esperança, o da segurança, o da paz e se possível, o da alegria.
Bom dia Pessoas da minha vida!
🐦

19
Out22

Tico Tico Sarapico...


Cotovia@mafalda.carmona

Rei rainha foram ao mar...Mal-me-quer, bem-me-quer, pouco, nada, amor? Ou joaninha voa voa, leva cartas a Lisboa.

  • São muitas as lengalengas que transmitimos de uma geração para outra. A linda falua, o cuco que não gostava de comer couves... Com o tempo esquecemos qual é a rima e o encadeamento, ou pensamos que a esquecemos até nos depararmos com alguma situação, normalmente uma das nossas Pessoas mais pequeninas, e tudo recordamos. Volta tudo, como um bilhete antigo do elétrico ou do autocarro num noves fora amigo a "adivinhar": um, amor; dois: gosto; três: desgosto; quatro: carta; cinco: encontro; seis: paixão; sete: declaração; oito: perfeição; nove: noves fora, nada.

IMG_20221018_234531.jpg

Esse nada é um nada sem esperança, um nada aborrecido, a viagem onde não se adivinha um acontecimento. Ou porque a viagem se faz sozinha, e como diz o ditado, “um é mau, dois é bom, três… é, (em alguns casos) demais.


Como é demais para as joaninhas, e para as cotovias, este vento de Outono, a levar tudo pelo ar, atirar com os ramos das árvores, transformar a horta em destroços de estacas e partir as ramas do tomate-cherry, que este ano surgiu das sementes do ano passado, só no final do mês de Agosto. Enfim, a ser aquilo que o vento, e o mau tempo, são: a natureza e os seus eternos ciclos que levam, e trazem, tudo.
Na orla a linha de arbustos de malmequeres aguentam-se bem durante as rajadas, não parecem atrapalhar-se. Ali estão, as flores todas juntas, um maciço amarelo, e bem agarradas aos ramos, e resistem. Um empurrão do vento, e espalham-se as sementes para onde, sem poder, chegam.


E também chega, mesmo se devagar, mesmo se quieta, a voz, das "Joanas", e mais longe voa quando ecoa nos corações a vontade de passar palavra, de umas Pessoas para as outras, de umas gerações para as outras.


Para o caso, são as Joanas, porque falei da joaninha que leva mensagens na esperança de se receber um sinal de alguém que está longe, e passo pela Joana Marques que parte a loiça toda, para terminar na Joana Vasconcelos que faz da loiça (entre outros objetos) arte. Existem inúmeras outras Joanas, claro, a Joana d'Arc, Joanne Harris...tantas, tantas, e maravilha das maravilhas, não são só as Joanas que são especiais, são as Joanas, as Saras, as Mafaldas e Matildes, as Paulas, as Susanas, as Isabeis, as Ritas e Rutes, as Anas e Marianas, as Catarinas e as Marias, as Iolandas, as Mimzelles e as Nias, as Inezes, as Raqueis, as Célias e as Manés, as Menas e Filomenas, as Piedades, as Judites, as Lucilias e Alexandras, as Beatrizes e Auroras, as Aureas, as Helenas e Leonores, as Cristinas e Carolinas… todas, com tantos nomes diferentes de A a Z, mas iguais na amizade e solidariedade. Sempre, e ainda mais quando é mesmo preciso, unidas nessa amizade.

Porque na amizade a tradição ainda é,e será, o que era.


Para (…) uma amizade, tem de haver dois sentimentos (…): a paciência e a fidelidade. A paciência é como um tijolo, a fidelidade é como uma raiz. (…) Se as associo a uma imagem física, penso em pequeninos tijolos ou em raízes. Com os tijolos constrói-se, graças às raízes, cresce-se.”

Susanna Tamaro, in Querida Mathilda, Ed. Presença.


P.S.
Fiz uma pesquisa só para me sentir uma verdadeira Dori do Nemo, as versões que recordo das lengalengas não as encontro!
Por isso, deixo aqui a versão que recordo (além da do mal-me-quer e da prova dos nove que adivinha) do pico pico, onde se vão beliscando e escondendo os dedos, uma espécie de um dó-li-tá, cara de amendoá, quem está livre, livre está:


“Pico pico Sarapico, quem te deu esse bico?
Foi o filho do Luís que está preso pelo nariz.*
Salta pulga na balança, dá um pulo, vai até França,
Os cavalos a correr e as meninas a aprender.
Qual será a mais bonita que se vai esconder?

(altura para se esconder um dedo)

Sarapico, pico pico, quem te deu esse bico?
*Nas vezes seguintes substituir por:
Foi a vaca chocalheira que anda por trás da ribeira.
Pico pico, sarapico, quem te deu esse bico?
Foi a velha da botelha a piscar a sobranceira.


Tenho a ideia de que ainda havia outra que rimava com sardinha e rainha…?

P.S.#2

Por falar em coisas antigas, a imagem do início deste post, é uma fotografia parcial do tapete que me propus fazer, mais ou menos em 2019 ou 2020, num dos desafios dos 100 dias. Com base numa obra do pintor, ilustrador e autor de banda desenhada, Vítor Peon, está agora finalizado ( levei muito mais do que 100 dias para o terminar, para aí os desafios todos, até o de 2022 que está a decorrer) e seguiu para atapetar outros ninhos, de outra geração, onde se une o melhor da tradição com a inovação.

Por mim, penso que é um exemplo do ditado "leva um grão de areia todos os dias para o mesmo sítio e em breve terás uma montanha."

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{Cotovia} em Colectânea

Sinopse A Coletânea “ERA UMA VEZ…ALENTEJO” é uma obra que inclui poemas, fotografias, ou obras artísticas originais cujo tema e foco principal seja o Alentejo, e está abrangida no projeto europeu “Antologias Digitais”. Tendo a cidade de Évora sido recentemente nomeada Capital Europeia da Cultura 2027, faz todo o sentido homenagear não só a cidade como também toda a beleza circundante e riqueza cultural da região, e observar as maneiras como estas inspiram as pessoas de vários pontos do globo. Autor: Vários Formato: pdf Edição: 08.05.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado; Vítor Pisco Editora Recanto das LetrasBaixar e-book

{Cotovia} em Antologia

Sinopse Aquilo que temos vindo a testemunhar desde 20 de fevereiro de 2022, provoca em nós sentimentos complexos, melhor expressados através da arte. Esta antologia recolhe estes sentimentos, e distribui-os para quem neles se reconforta e revê. Para o povo ucraniano, fica a mensagem de acolhimento, não só em tempos de crise, mas sempre. Porque é difícil expressar a empatia por palavras, mas aqui fica uma tentativa, por 32 autores, nacionais e internacionais. Autor: Instituto Cultural de Évora Formato: pdf Edição: 14.08.2023 Ilustração capa e contracapa: Ana Rosado Editora Recanto das Letras

{Apoio à Vítima}

A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais. É uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma qualificada e humanizada, vítimas de crimes através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h). Aquando de um crime, muitas pessoas, para além da vítima directa, serão afectadas directa ou indirectamente pelo crime, tais como familiares, amigos, colegas. A APAV existe para apoiar. Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.

{Notícias Sobre a Ucrânia}

A UE condena com a maior veemência a agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia. Trata-se de uma violação flagrante do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Apelamos à Rússia para que cesse imediata e incondicionalmente todas as hostilidades, retire o seu pessoal militar e equipamento de todo o território da Ucrânia, no pleno respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. A UE apoia os princípios e objetivos fundamentais da fórmula de paz da Ucrânia enquanto via legítima e credível rumo a uma paz global, justa e duradoura.
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